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Febraban Tech: Biometria de palma da mão mira fraudes em pagamentos e benefícios, diz CEO da BioStation Leonardo Araújo

Publicado 26/08/2026 • 15:59 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Tecnologia usa luz infravermelha para identificar o padrão de veias sob a pele, sem depender de impressão digital ou reconhecimento facial.
  • Município de Mesquita, no Rio de Janeiro, já utiliza a solução na identificação de beneficiários, segundo Leonardo Assis.
  • Empresa vê aplicações também em transporte público, controle de acesso e outros serviços que exigem comprovação de identidade.

A biometria baseada no padrão de veias da palma da mão pode ampliar a segurança de pagamentos, benefícios e serviços públicos ao permitir a identificação do usuário sem depender de senha, documento, impressão digital ou reconhecimento facial. É o que afirmou Leonardo Araújo de Assis, CEO da BioStation, durante a Febraban Tech 2026.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Assis explicou que a tecnologia utiliza um sensor com luz infravermelha para mapear as veias sob a pele da mão.

“Ela é um sensor que envia uma luz infravermelha para a mão. E aí, com isso, a gente pega todo o padrão de veia debaixo da pele da pessoa”, afirmou.

Segundo o executivo, uma das vantagens é utilizar uma característica biométrica interna, que não fica exposta no cotidiano como uma impressão digital ou uma imagem do rosto.

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Mesquita já usa tecnologia em benefícios

A BioStation já aplica a tecnologia no município de Mesquita, na região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo Assis.

A solução é utilizada na identificação de pessoas que recebem benefícios considerados intransferíveis.

“A tecnologia está aliada à coleta palmar da população que, ao receber um benefício intransferível, a gente já faz essa coleta para a verificação dessa pessoa”, afirmou.

A proposta é confirmar que o benefício está sendo utilizado pelo próprio titular, reduzindo o risco de transferência indevida.

Assis disse que a empresa também avalia aplicações em outras áreas do setor público.

Transporte público é uma das frentes

Uma das possibilidades citadas pelo executivo é a utilização da palma da mão para identificar passageiros que tenham direito a gratuidades no transporte.

Segundo ele, a tecnologia poderia reduzir fraudes associadas ao compartilhamento de cartões destinados a beneficiários específicos.

“Imagine um metrô onde o cartão de gratuidade pode ser transferido para uma pessoa que, na verdade, não é detentora daquele direito. Então, com a palma da mão, essa pessoa consegue entrar e a gente ter essa identificação de que é ela”, disse.

Assis também citou controle de acesso a eventos e outros serviços urbanos como possíveis aplicações da solução.

Na avaliação dele, sistemas biométricos desse tipo podem ser incorporados a projetos de cidades inteligentes para personalizar o acesso a serviços.

Tecnologia pode atender pessoas com dificuldade na impressão digital

O CEO da BioStation afirmou que a biometria palmar pode ser uma alternativa para pessoas que enfrentam dificuldades com a leitura de impressões digitais.

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Ele citou trabalhadores rurais e pessoas expostas frequentemente a produtos que podem comprometer a qualidade da impressão digital como exemplos.

“A digital é algo que a gente deixa em tudo quanto é lugar”, afirmou.

Segundo Assis, a identificação pelas veias da mão utiliza uma característica subcutânea e, por isso, não depende de uma marca externa visível.

Empresa aponta limitações do reconhecimento facial

Assis também comparou a tecnologia com sistemas de reconhecimento facial.

Segundo ele, imagens de rosto estão amplamente disponíveis e podem ser manipuladas com ferramentas de inteligência artificial, ampliando os desafios de segurança.

“Hoje está cada vez mais fácil você animar, usar deepfakes e animar esse rosto sem o consentimento da pessoa”, afirmou.

O executivo também disse que mudanças físicas decorrentes de procedimentos estéticos ou acidentes podem criar dificuldades adicionais para determinadas soluções de reconhecimento facial.

Na avaliação dele, a biometria palmar oferece uma alternativa em situações nas quais outros métodos de identificação apresentam limitações.

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Identificação sem celular ou documento

Assis destacou ainda o potencial de uso da tecnologia para pessoas que não possuem smartphone ou têm dificuldade de manter documentos.

Ele citou como exemplo a identificação de pessoas em situação de rua para acesso a benefícios e serviços públicos.

“Essa tecnologia se baseia no que a pessoa é, não no que ela tem. Um documento é o que você tem, um celular é o que você tem, uma senha é o que você sabe, mas não é o que você é”, afirmou.

Para o executivo, a tendência é que instituições combinem diferentes métodos biométricos, de acordo com o risco e a finalidade de cada operação.

“O importante é ter essa multimodalidade. E a palma da mão é uma nova biometria”, disse.

A Febraban Tech 2026 reúne empresas e especialistas para discutir inteligência artificial, segurança, transformação digital e novas tecnologias aplicadas ao sistema financeiro.

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