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Por que fornecedores ameaçam interromper serviços da Casas Bahia durante recuperação judicial?

Publicado 03/09/2026 • 15:00 | Atualizado há 19 minutos

KEY POINTS

  • Grupo Casas Bahia procura evitar bloqueios ou suspensões de fornecedores.
  • Medida do grupo solicita multa para fornecedores que ameaçarem ou cortarem os serviços.
  • Manutenção das operações faz parte da estratégia do grupo durante a reestruturação financeira.
Casas Bahia

Foto: Divulgação

Por que fornecedores ameaçam interromper serviços da Casas Bahia durante recuperação judicial

A recuperação judicial do Grupo Casas Bahia abriu uma nova frente de tensão com empresas que prestam serviços considerados essenciais para a varejista. Nos últimos dias, o grupo relatou ameaças de suspensão em contratos ligados a áreas estratégicas da operação.

Diante desse cenário, a companhia voltou à Justiça para tentar ampliar a proteção que já alcança parte de seus fornecedores e evitar impactos no funcionamento das atividades.

Leia também: Casas Bahia: fechamento de lojas expõe desafio de integrar varejo físico e digital

Por que os fornecedores ameaçam a suspensão?

Segundo a Casas Bahia, parte do problema surgiu porque alguns contratos ficaram fora da primeira relação que recebeu proteção judicial. Em determinados casos, o fornecedor nem sequer apareceu no pedido inicial. 

Em outros, a empresa entrou na lista, mas nem todos os contratos mantidos receberam a mesma proteção. A varejista atribui essas ausências à urgência na preparação do pedido e ao grande volume de documentos.

Áreas essenciais

O novo pedido do Grupo Casas Bahia inclui acordos de energia elétrica e gás, infraestrutura, telecomunicações e assistência à saúde de funcionários e ex-funcionários.

Um dos contratos que ficaram fora da lista original responde pelo abastecimento energético de cerca de 25% do parque do Grupo Casas Bahia. Por isso, a empresa argumenta que uma eventual interrupção poderia atingir diretamente parte relevante de sua estrutura.

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Pedido de multa

Para tentar conter novas ameaças, o grupo pediu que a Justiça aplique R$ 50 mil por cada aviso de suspensão ou interrupção. Além disso, se um fornecedor realmente cortar o serviço, a companhia pede multa de R$ 100 mil, além de outras medidas.

A Casas Bahia também quer ampliar a proteção para todos os contratos das áreas que considera essenciais, sem reabrir a discussão sobre a importância desses serviços.

Leia também: Casas Bahia em recuperação judicial: veja quem pode receber primeiro

Operação continua

Apesar da disputa com fornecedores, a varejista brasileira diz que mantém suas atividades normalmente. A companhia afirma ainda que negocia individualmente com as empresas envolvidas dentro do processo de recuperação judicial.

O objetivo, segundo as Casas Bahia, é preservar a continuidade dos serviços e evitar impacto no atendimento aos clientes. Ainda de acordo com eles, as operações são fundamentais para o processo de reestruturação financeira.

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