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Fortune Global 500: Amazon, de Jeff Bezos, supera Walmart e lidera ranking de maiores empresas do mundo
Publicado 28/07/2026 • 17:22 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 28/07/2026 • 17:22 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
A Amazon superou o Walmart e assumiu pela primeira vez a liderança da Fortune Global 500, lista anual da revista Fortune que classifica as maiores empresas do mundo pelo faturamento.
A companhia fundada por Jeff Bezos encerrou uma sequência de 12 anos do Walmart no primeiro lugar. A edição de 2026 considera as receitas dos exercícios fiscais encerrados até março deste ano. A Amazon ultrapassou a marca de US$ 700 bilhões após aumentar o faturamento em cerca de 12% em 2025.
O Walmart ficou na segunda posição. Na sequência aparecem a companhia chinesa de energia State Grid, o grupo americano de saúde UnitedHealth e a petrolífera Saudi Aramco.
A lista das dez primeiras colocadas ficou assim:
A distribuidora de produtos médicos McKesson entrou no grupo das dez maiores na sétima posição. A empresa está entre as 138 companhias que aparecem no ranking desde 1995.
O ranking mede o porte das empresas pela receita, e não pelo valor de mercado. Isso permite comparar companhias de setores com características muito diferentes, como varejo, tecnologia, petróleo, saúde e serviços financeiros.
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As empresas da Fortune Global 500 geraram juntas US$ 43,1 trilhões em receita em 2025, avanço de 3,2% em relação ao ano anterior.
O lucro combinado chegou ao recorde de US$ 3,39 trilhões. As companhias empregam 70,2 milhões de pessoas em 36 países e territórios.
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Siga o Times | CNBCOs números mostram uma concentração crescente no topo. As 50 maiores empresas responderam por 33% de toda a receita e por 39% dos lucros da lista. Quando são consideradas as cem primeiras, as participações sobem para 47% e 53%, respectivamente.
Os Estados Unidos ampliaram a liderança, com 141 companhias, maior número desde 2008. Essas empresas somaram US$ 15,5 trilhões em receitas. A chamada Grande China, que reúne China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan, ficou em segundo lugar, com 122 representantes.
A Amazon começou em 1995 como uma livraria pela internet. Nas décadas seguintes, expandiu-se para comércio eletrônico, logística, assinaturas, publicidade, entretenimento, supermercados e computação em nuvem.
A criação da Amazon Web Services, a AWS, em 2006, mudou o perfil financeiro da companhia. Em 2025, a unidade de serviços de nuvem alcançou receita de US$ 128,7 bilhões, crescimento de 20%, e lucro operacional de US$ 45,6 bilhões.
Outras iniciativas ajudaram a ampliar a presença da Amazon na vida dos consumidores. A empresa lançou o Prime em 2005 e o Kindle em 2007, entrou no mercado de produção audiovisual e adquiriu a rede Whole Foods e o estúdio MGM.
A transformação levou a Fortune a projetar que a companhia poderá ser a primeira do mundo a alcançar US$ 1 trilhão em faturamento anual, possivelmente em 2028, caso mantenha a trajetória atual.
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A liderança no ranking ocorre enquanto a Amazon acelera os investimentos em infraestrutura para inteligência artificial.
A companhia aplicou US$ 131 bilhões em despesas de capital em 2025 e estima gastar cerca de US$ 200 bilhões em 2026, principalmente com AWS, centros de dados e IA generativa.
Parte da estratégia envolve o desenvolvimento de chips próprios, como Graviton e Trainium, para processamento em nuvem e aplicações de inteligência artificial.
“Nosso negócio de chips está se alinhando para ser o próximo pilar”, afirmou Bezos à Fortune.
A Amazon também ampliou a parceria com a Anthropic e fechou um acordo para fornecer chips à Meta. A aposta é transformar semicondutores e inteligência artificial em um negócio comparável aos pilares já consolidados da companhia, como Marketplace, Prime e AWS.
A tecnologia foi o setor de maior crescimento na nova edição do Fortune Global 500. As 38 companhias do segmento elevaram suas receitas em mais de 20%, para aproximadamente US$ 4 trilhões, enquanto os lucros avançaram 36%, para cerca de US$ 835 bilhões.
A Nvidia subiu 38 posições e chegou ao 28º lugar. A fabricante taiwanesa de chips TSMC avançou 44 posições, para a 82ª, enquanto a holandesa ASML estreou na lista na 453ª colocação.
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