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Frete marítimo elevado deve reduzir descontos na Black Friday
Publicado 01/08/2026 • 09:35 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 01/08/2026 • 09:35 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O aumento dos custos do transporte marítimo deve reduzir o espaço para descontos na Black Friday deste ano, segundo Jackson Campos, diretor da AGL Cargo. Em entrevista nesta sexta-feira (31) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que a disparada do frete internacional vem pressionando toda a cadeia de importação e obrigando os varejistas a decidir entre absorver parte dos custos ou repassá-los ao consumidor.
Segundo o especialista, o valor do frete marítimo saltou de cerca de US$ 1.000 (R$ 5.080) para aproximadamente US$ 6 mil (R$ 30,5 mil) por contêiner em apenas seis meses, movimento impulsionado pelo aumento da demanda global e pelas tensões geopolíticas.
Na avaliação de Campos, a antecipação das compras por importadores, em meio à expectativa de novas altas, também contribuiu para reduzir a oferta de espaço nos navios e manter as tarifas elevadas.
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O diretor da AGL Cargo explicou que os conflitos no Oriente Médio são um dos fatores que sustentam a alta dos fretes, mas ressaltou que o aumento da demanda por transporte para os Estados Unidos também tem redirecionado embarcações para outras rotas.
Segundo ele, a redução da oferta de navios nas linhas que atendem o Brasil acaba elevando ainda mais os custos para os importadores nacionais.
“O preço do petróleo impacta diretamente o transporte marítimo, mas a retirada de navios das rotas para o Brasil também contribui para a alta do frete”, afirmou.
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Campos afirmou que o aumento dos custos logísticos afeta não apenas produtos importados prontos, mas também matérias-primas, máquinas e equipamentos utilizados pela indústria brasileira.
Para ele, diante das margens reduzidas do varejo, a tendência é que parte desse aumento seja repassada aos consumidores.
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Siga o Times | CNBC“O varejista terá de reduzir ainda mais suas margens ou diminuir os descontos oferecidos na Black Friday. No fim, o consumidor acaba pagando parte dessa conta”, disse.
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Apesar da expectativa de recorde de vendas, ele avalia que a rentabilidade do setor poderá ficar abaixo do esperado justamente pelo avanço dos custos logísticos.
Segundo o especialista, o frete marítimo chegou a atingir quase US$ 8.000 (R$ 40.640) por contêiner e atualmente se estabilizou em torno de US$ 6.000 (R$ 30.480).
Na avaliação dele, esse patamar deve permanecer pelo menos até o fim de outubro, período de maior demanda por importações para abastecimento da Black Friday e das vendas de Natal.
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Campos também destacou que mudanças nas rotas marítimas continuam pressionando os custos. Segundo ele, muitos armadores passaram a evitar o Mar Vermelho e o Canal de Suez, optando por contornar o Cabo da Boa Esperança.
Essa alternativa aumenta em cerca de 15 dias o tempo das viagens entre Ásia e Europa, reduz a disponibilidade de contêineres e contribui para manter os fretes em níveis elevados.
Por fim, o diretor da AGL Cargo afirmou que acompanhar o cenário geopolítico tornou-se essencial para empresas que atuam no comércio exterior, já que conflitos internacionais afetam não apenas os preços dos combustíveis, mas também os seguros marítimos e toda a cadeia logística global.
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