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Gigante do petróleo, Shell promete aumentar retorno aos acionistas e reforça aposta em GNL
Publicado 25/03/2025 • 08:41 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 25/03/2025 • 08:41 | Atualizado há 1 ano
Foto: Pexels
Logo da Shell
A gigante britânica do petróleo Shell anunciou nesta terça-feira (25) planos para aumentar os retornos aos acionistas e reduzir gastos, enquanto reforça seu foco no gás natural liquefeito (GNL).
Em um comunicado antecipando o evento Capital Markets Day 2025, a empresa afirmou que ampliará a distribuição aos acionistas para 40% a 50% do fluxo de caixa operacional, acima da faixa anterior de 30% a 40%. A Shell pretende manter dividendos progressivos de 4% ao ano e aumentar o fluxo de caixa livre por ação em mais de 10% ao ano até 2030.
A companhia também anunciou que reduzirá seus gastos para um patamar de US$ 20 bilhões a US$ 22 bilhões por ano até 2028, após ter projetado esses custos entre US$ 22 bilhões e US$ 25 bilhões para 2024 e 2025, conforme anunciado em 2023.
Separadamente, a Shell afirmou que pretende reduzir sua meta de corte estrutural de custos de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões até o final deste ano para um total acumulado de US$ 5 bilhões a US$ 7 bilhões até o final de 2028, em comparação com os planos estabelecidos em 2022.
Maior trader de gás natural liquefeito do mundo, a Shell projetou um crescimento de 1% ao ano na produção combinada de seus negócios de exploração e gás integrado até 2030, além de aumentar as vendas de GNL em 4% a 5% ao ano nesse período.
A companhia também manterá sua produção de petróleo estável em 1,4 milhão de barris por dia até o final da década.
A empresa pretende destinar 10% de seu capital investido para negócios de baixo carbono até 2030.
“Queremos nos tornar a maior empresa integrada de gás e GNL do mundo e a comercializadora e distribuidora de energia mais focada no cliente, ao mesmo tempo, em que mantemos uma produção significativa de líquidos.
Hoje, estamos elevando a meta de nossos principais objetivos financeiros, investindo onde temos vantagens competitivas e entregando mais para nossos acionistas”, afirmou o CEO Wael Sawan em comunicado nesta terça-feira.
As petrolíferas europeias têm enfrentado crescente pressão para revisar suas estratégias de portfólio a fim de competir com os retornos oferecidos por gigantes do setor nos Estados Unidos, onde o governo do ex-presidente Donald Trump incentivou a retomada da produção de combustíveis fósseis.
A Shell tem superado seus pares europeus, com ações acumulando alta de 11,3% no ano, mas recentemente registrou uma queda acentuada no lucro anual, totalizando US$ 23,72 bilhões em 2024, abaixo das expectativas. Na ocasião, anunciou um aumento de 4% no dividendo por ação e lançou um programa de recompra de ações no valor de US$ 3,5 bilhões.
“O preço das ações da Shell tem superado o grupo de concorrentes de forma consistente, então não é surpresa que a atualização de hoje seja mais uma evolução do que uma revolução”, disseram analistas do RBC em nota nesta terça-feira. “No geral, as projeções parecem melhores do que o esperado, com reduções de custos maiores, investimentos menores do que o consenso previa e retornos aos acionistas superiores ao antecipado.”
Às 8h30 no horário de Londres, as ações da Shell subiam 2%.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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