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GPA obtém aval da Justiça para reorganizar R$ 4,57 bilhões em dívidas

Publicado 07/10/2026 • 14:59 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Plano homologado pela Justiça abrange R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários do GPA e prevê três alternativas de pagamento aos credores.
  • Recuperação extrajudicial recebeu adesão de credores que representam 57,49% das dívidas incluídas, acima da maioria exigida pela legislação.
  • GPA prevê captar R$ 200 milhões em novos recursos e afirma que fornecedores, clientes e demais parceiros não fazem parte da recuperação.

Foto: Divulgação / GPA

A Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do GPA, que permitirá à companhia avançar na reestruturação de R$ 4,568 bilhões em dívidas. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (7) pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo.

O plano envolve créditos quirografários que não estão relacionados às operações correntes de fornecimento de produtos e mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis. Segundo o GPA, credores responsáveis por 57,49% dos créditos sujeitos à recuperação aderiram à proposta, percentual superior à maioria exigida pela legislação.

Com a homologação, essas dívidas são consideradas novadas e passarão a ser quitadas de acordo com uma das três alternativas de pagamento escolhidas pelos credores, conforme as condições estabelecidas no plano de recuperação.

Leia também: GPA: por que a empresa escolheu recuperação extrajudicial em vez de ir à Justiça

A estratégia prevê uma reorganização do passivo quirografário não corrente do GPA, incluindo a emissão de novas debêntures e a obtenção de novos recursos. Segundo a companhia, a medida busca redimensionar sua estrutura de capital e reduzir a pressão do serviço da dívida sobre a liquidez no curto prazo.

O desenho da reestruturação prevê R$ 4,5 bilhões em pré-pagamentos, distribuídos principalmente entre 2026 e 2028. São R$ 1,908 bilhão em 2026, R$ 1,029 bilhão em 2027 e R$ 1,365 bilhão em 2028, além de R$ 178 milhões em 2030. O custo médio indicado é de CDI mais 1,8% ao ano, com prazo médio de 2,1 anos.

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Outra parte da operação envolve R$ 2 bilhões em dívida pecuniária, com vencimentos distribuídos até 2036, e R$ 1,1 bilhão em conversão de dívida em ações, segundo as condições apresentadas pela companhia.

Leia também: Credores aprovam termos de novas debêntures do GPA em recuperação extrajudicial

Para colocar o plano em prática, o GPA informou que dará prosseguimento à formalização dos instrumentos previstos na recuperação, incluindo a captação de R$ 200 milhões em novos recursos e os documentos relacionados aos créditos abrangidos pela reestruturação.

A companhia ressaltou ainda que suas operações continuam normalmente e que as obrigações com fornecedores, clientes e demais parceiros estão em dia. Esses grupos não fazem parte da recuperação extrajudicial.

Para o GPA, a homologação representa mais uma etapa da readequação de seus passivos e da busca por uma estrutura financeira sustentável. A empresa informou que continuará comunicando ao mercado eventuais novos desdobramentos do processo.

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