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GPA: por que a empresa escolheu recuperação extrajudicial em vez de ir à Justiça

Publicado 20/08/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O Grupo Pão de Açúcar (GPA) buscou uma alternativa para reorganizar cerca de R$ 4,57 bilhões em dívidas.
  • A companhia optou pela recuperação extrajudicial, modelo que permite negociar diretamente com os credores.
  • Além disso, o GPA negociou as condições com os credores e depois levou o acordo para aprovação judicial.
GPA

Foto: AFP

GPA por que a empresa escolheu recuperação extrajudicial em vez de ir à Justiça

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) buscou uma alternativa para reorganizar cerca de R$ 4,57 bilhões em dívidas sem seguir o caminho tradicional de uma recuperação judicial. A companhia optou pela recuperação extrajudicial, modelo que permite negociar diretamente com os credores.

Entretanto, a estratégia não elimina totalmente a participação da Justiça. O GPA negociou as condições com os credores e depois levou o acordo para aprovação judicial.

Leia também: Credores aprovam termos de novas debêntures do GPA em recuperação extrajudicial

Por que o GPA escolheu outra estratégia?

A recuperação extrajudicial oferece uma negociação mais direta com os credores. Com isso, em vez de colocar toda a reestruturação dentro de um processo de recuperação judicial, a empresa pode construir um acordo para reorganizar parte das dívidas.

No caso do GPA, a companhia conseguiu adesão equivalente a 57,49% dos créditos incluídos no plano. A medida também permite que o grupo continue operando enquanto negocia os pagamentos e busca uma estrutura financeira mais sustentável.

Diferença entre recuperação judicial e extrajudicial

Na recuperação judicial, a empresa leva a crise financeira diretamente à Justiça e passa a negociar suas dívidas dentro de um processo judicial. O plano precisa seguir etapas previstas em lei e envolve participação dos credores e acompanhamento do Judiciário.

Já na recuperação extrajudicial, a companhia negocia primeiro com parte dos credores para definir novas condições de pagamento. Depois, pode apresentar o acordo à Justiça para conseguir a aprovação.

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Prazo maior para pagamentos

O acordo do GPA prevê uma redução superior a 50% das obrigações incluídas no plano ao longo do período de pagamento. Além disso, o grupo aumentará o prazo médio da dívida para 6,4 anos. 

A estrutura também prevê um novo financiamento de até R$ 200 milhões e a reorganização de até R$ 1,1 bilhão em debêntures conversíveis. Essas medidas oferecem mais tempo para a companhia administrar o caixa.

Leia também: Recuperação extrajudicial ganha espaço como saída mais rápida para empresas em crise

Fechamento de lojas faz parte da reestruturação

Além da negociação com os credores e planos para manter o fluxo de caixa, o grupo também vem reduzindo sua estrutura e fechando unidades com desempenho abaixo do esperado.

Com isso, um menor consumo, custos elevados e endividamento levaram o GPA a buscar uma solução para alongar os pagamentos e diminuir a pressão financeira.

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