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Infraestrutura

LAWINFRA SUMMIT 2026: Burocracia pode travar data centers e expansão da rede elétrica, diz CEO Sérgio Leverdi

Publicado 17/09/2026 • 20:31 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Lawinfra Brasília Summit reúne nesta sexta-feira (18) representantes do Judiciário, reguladores, empresas e especialistas para discutir infraestrutura energética.
  • Armazenamento, transmissão e data centers serão os três principais eixos do encontro, em meio à necessidade de ampliar a infraestrutura elétrica brasileira.
  • Sérgio Leverdi afirma que entraves burocráticos e jurídicos podem impedir que investimentos avancem mesmo diante do potencial energético do país.

A burocracia pode impedir que investimentos em data centers, armazenamento de energia e transmissão avancem no ritmo exigido pela transformação do setor elétrico brasileiro, afirmou Sérgio Leverdi, CEO e fundador do Lawinfra. Ele defendeu uma aproximação maior entre o Poder Judiciário e os agentes responsáveis pelos investimentos e pela regulação da infraestrutura.

“Se a burocracia travar, não vem data center, não tem armazenamento e as linhas de transmissão nunca vão chegar na hora”, disse Leverdi nesta quinta-feira (17), na chegada ao jantar em homenagem à Aneel e de boas-vindas aos participantes do Lawinfra Brasília Summit 2026, evento em parceria com o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O encontro principal será realizado nesta sexta-feira (18), em Brasília, reunindo magistrados, reguladores, representantes do Executivo e do Legislativo, investidores, advogados e especialistas.

Judiciário entra no debate sobre investimentos

A presença do Judiciário é justamente um dos diferenciais que o Lawinfra pretende levar às discussões sobre infraestrutura. Leverdi afirmou que a ideia surgiu ao perceber que magistrados permaneciam afastados de debates setoriais, apesar do elevado número de conflitos que acabam sendo levados aos tribunais.

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Durante muitos anos, eu andei em vários eventos e percebi que alguém estava de fora. E, no Brasil, a grande verdade é que tem muita coisa judicializada”, observou o executivo.

A proposta, segundo Leverdi, é aproximar os responsáveis pelas decisões judiciais dos agentes que regulam, planejam e investem no setor, permitindo que diferentes perspectivas sejam discutidas antes que os conflitos cheguem aos tribunais. “O Lawinfra pretende ser uma plataforma que pretende trazer o Poder Judiciário para ajudar a destravar os investimentos no setor de infraestrutura no Brasil”, explicou.

O Summit funciona como o encontro presencial anual dessa iniciativa, reunindo integrantes do Judiciário, agências reguladoras, governo, Congresso e mercado. A plataforma foi lançada em junho com a proposta de estabelecer uma interlocução permanente entre os agentes envolvidos na infraestrutura do país.

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Nessa comunhão, queremos trazer propostas de avanço para esse setor de energia elétrica no Brasil”, ressaltou Leverdi.

Armazenamento abre os debates

O primeiro dos três grandes eixos do Lawinfra Brasília Summit será o armazenamento de energia, tema que ganha importância à medida que cresce a participação de fontes renováveis e variáveis na matriz elétrica.

“Nós sabemos que precisamos avançar nessa tecnologia”, afirmou Leverdi. Segundo ele, o painel reunirá representantes da agência reguladora, investidores, advogados e especialistas para discutir os desafios do segmento.

O tema ganha relevância também pela perspectiva de realização do primeiro leilão voltado ao armazenamento de energia no país, apontado por Leverdi como um passo importante para o desenvolvimento desse mercado.

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Transmissão vira gargalo

O segundo eixo será a capacidade de transmissão, apontada como um dos principais gargalos atuais do sistema elétrico. O Brasil consegue produzir energia em abundância, mas precisa ampliar a infraestrutura necessária para transportá-la até os pontos de consumo.

Um dos grandes gargalos hoje no setor de energia elétrica é a capacidade da rede de escoar a energia que nós produzimos em abundância”, destacou Leverdi.

O problema ganha dimensão adicional com a expansão das fontes renováveis e a chegada de grandes consumidores, que disputam capacidade de conexão à rede. A transmissão e os prazos para novas conexões estão entre os temas previstos na programação oficial do Summit.

Data centers são o “CEP da inteligência artificial”

A terceira frente de discussão estará concentrada nos data centers, cuja expansão aumenta substancialmente a demanda por eletricidade e infraestrutura de rede.

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É onde mora a inteligência artificial. É o CEP da inteligência artificial”, comparou Leverdi ao explicar por que esses empreendimentos passaram a ocupar posição estratégica no debate energético.

Para o CEO do Lawinfra, o Brasil reúne condições para disputar esses investimentos, que movimentam grandes volumes de capital e podem gerar empregos e novas cadeias econômicas. O desafio é garantir que questões regulatórias, jurídicas e de infraestrutura não eliminem essa vantagem.

Nós queremos que o setor de data center se desenvolva. Ele atrai investimentos, ele atrai empregos, ele certamente está procurando o Brasil porque o Brasil reúne condições para isso”, enfatizou.

Segurança jurídica conecta os três eixos

Armazenamento, transmissão e data centers enfrentam desafios diferentes, mas convergem na necessidade de regras previsíveis e capacidade de execução dos projetos. A segurança jurídica será, por isso, um dos fios condutores do encontro, que pretende aproximar setores que tradicionalmente passam a dialogar de maneira mais intensa apenas depois do surgimento de conflitos.

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O Lawinfra Brasília Summit será realizado nesta sexta-feira (18), no B Hotel, em Brasília, com programação entre 14h e 18h. Além dos três grandes painéis, o encontro terá participação de representantes do Judiciário, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), de agências reguladoras e do mercado.

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