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O que uma universidade da Ivy League está fazendo para empregar estudantes no apocalipse de empregos da inteligência artificial
Publicado 18/05/2026 • 11:40 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 18/05/2026 • 11:40 | Atualizado há 3 semanas
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By Kane5187 - Own work, Public Domain,
Dartmouth investe US$ 30 milhões em estágios para preparar estudantes para o mercado de trabalho com IA
A inteligência artificial chegou aos campi universitários americanos não apenas como ferramenta de estudo, mas como fonte de ansiedade. Com o avanço da automação e o encolhimento das vagas de nível inicial em setores como tecnologia e finanças, faculdades e universidades nos Estados Unidos estão correndo para reformular seus programas e garantir que os estudantes saiam da graduação com algo mais do que um diploma.
A Dartmouth College, uma das universidades mais tradicionais do país e membro da Ivy League, captou US$ 30 milhões em fundos para ampliar o acesso a estágios. Com os recursos, os estudantes podem receber até US$ 6.500 por semestre para financiar experiências profissionais não remuneradas ou com remuneração abaixo do mercado.
“Isso permite que o estudante explore e se engaje em uma área que normalmente não conseguiria”, disse Joseph Catrino, diretor inaugural do Centro de Design de Carreira da Dartmouth.
Para Catrino, as instituições de ensino têm uma responsabilidade que vai além da grade curricular. “O ensino superior precisa fazer melhor. Precisamos dar um passo à frente e ajudar os estudantes a estarem preparados”, afirmou.
A iniciativa da Dartmouth não é isolada. A Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), que atende 180 mil estudantes de graduação, lançou no ano passado um programa abrangente para melhorar os resultados de carreira de seus alunos. A iniciativa integra orientação profissional, estágios remunerados, aprendizados e parcerias com especialistas do setor em todas as áreas de formação.
“Não basta que os estudantes se formem com um diploma. Eles precisam sair com direção, preparação, experiência e conexões”, disse o chanceler da CUNY, Félix Matos Rodríguez.
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O impacto da inteligência artificial sobre as escolhas acadêmicas já é mensurável. Pesquisa trimestral sobre IA e empregos realizada pela CNBC em parceria com o SurveyMonkey, com cerca de 800 estudantes nos Estados Unidos, revelou que dois terços dos universitários estão pessimistas em relação ao mercado de trabalho. Quatro em cada dez já consideraram mudar de área de formação por causa da IA.
Além disso, 36% cogitaram mudar o setor de atuação que tinham como alvo, e 49% pensaram em redirecionar o foco para o desenvolvimento de novas habilidades.
Para Eric Greenberg, presidente do Greenberg Educational Group, consultoria educacional sediada em Nova York, o problema tende a se aprofundar. “O que complica particularmente a escolha de uma área de formação agora é a imprevisibilidade sobre quais cursos serão mais ou menos afetados pela IA, o que pode mudar drasticamente as perspectivas de emprego”, disse.
Nem todos os mercados correm o mesmo risco. Tecnologia e finanças estão entre os mais expostos à automação, segundo relatório de 2025 do Indeed. A inteligência artificial generativa tem capacidade de substituir habilidades analíticas antes exclusivas de profissionais humanos, o que já resultou em queda no número de vagas para trabalhadores em início de carreira nessas áreas, de acordo com levantamento da Universidade Stanford também publicado em 2025.
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Seguir no GoogleUma análise do Federal Reserve de Dallas, divulgada em janeiro, confirmou recuo significativo no emprego nas ocupações mais expostas à IA, com destaque para o setor de tecnologia. Os pesquisadores, porém, ponderaram que o impacto geral sobre as vagas de nível inicial ainda é limitado.
“Há muito ruído”, reconheceu Catrino, ao comentar o volume de anúncios de demissões em massa e a redução de vagas de entrada no mercado. “O ensino superior tem uma grande tarefa pela frente.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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