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Stanford aponta que I.A. discrimina candidatos negros e asiáticos em recrutamento e seleção
Publicado 27/05/2026 • 13:59 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 27/05/2026 • 13:59 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Pixabay
Inteligência Artificial
Uma pesquisa de larga escala da Universidade de Stanford revelou que ferramentas de inteligência artificial usadas em processos seletivos nos Estados Unidos têm gerado padrões sistemáticos de discriminação racial, rejeitando candidatos negros e asiáticos em proporções acima do esperado.
O levantamento analisou 4 milhões de candidaturas feitas por 3,4 milhões de pessoas para 1.700 vagas em 150 empresas de 11 setores da economia. Hoje, cerca de 90% das companhias americanas recorrem a sistemas automatizados para triagem de currículos, muitas vezes usando os mesmos fornecedores de tecnologia.
Leia também: Corrida bilionária da inteligência artificial impulsiona expectativa por nova onda de IPOs nos EUA
Usando a “regra dos quatro quintos”, critério da legislação trabalhista americana para identificar discriminação, os pesquisadores concluíram que 26% dos candidatos negros e 15% dos asiáticos se inscreveram para vagas em que a IA discriminava seus grupos raciais.
Se os sistemas tivessem recomendado esses candidatos na mesma proporção dos grupos mais favorecidos, geralmente brancos, cerca de 40 mil candidaturas adicionais teriam avançado no processo.
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Além do viés racial, os pesquisadores identificaram o que chamam de “rejeição sistêmica”. Como várias empresas usam o mesmo sistema de triagem, profissionais mal avaliados por um algoritmo tendem a ser barrados repetidamente, não por diferentes avaliações humanas, mas pelo mesmo filtro automatizado.
Entre candidatos que enviaram quatro candidaturas para vagas cobertas pelo mesmo sistema, 10% foram rejeitados em todas elas, acima do que seria esperado se cada empresa decidisse de forma independente.
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