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Mercado aposta na Intel e ações sobem; veja os motivos

CNBCAções da Intel disparam 11%, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial, o que resultou no crescimento mais rápido em 15 anos

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EXCLUSIVO CNBC: CEO da IBM tenta acalmar mercado sobre impacto da IA em sua divisão de software

Publicado 23/07/2026 • 17:47 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • CEO afirma que apenas 2% do portfólio de software da IBM pode ser substituído por aplicações baseadas em IA.
  • Empresa enfrenta pressão após resultados fracos e desaceleração nas vendas de mainframes e softwares relacionados.
  • IBM mantém projeção para geração de caixa em 2026, apesar do ceticismo de Wall Street sobre o setor de software.

O CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que apenas 2% dos softwares da empresa podem ser substituídos por aplicações construídas com modelos de inteligência artificial, em uma tentativa de tranquilizar Wall Street após os resultados decepcionantes do segundo trimestre.

“O restante do nosso software realmente ajuda as pessoas a se prepararem para a IA, desbloqueando dados em tempo real, reduzindo o custo e a complexidade de gerenciá-los em uma infraestrutura híbrida, que é utilizada pela maioria dos nossos clientes”, disse Krishna ao programa “Squawk on the Street”, da CNBC, nesta quinta-feira. “E, por se tratar do que você pode chamar de software de infraestrutura, e não de aplicações, acredito que isso será um impulso positivo para nós.”

Nos últimos anos, Wall Street passou a olhar com maior ceticismo para as empresas de software devido ao temor de que a inteligência artificial transforme seus modelos de negócios, à medida que tecnologias desenvolvidas por empresas como Anthropic, OpenAI e outras se tornam mais poderosas. As ações da IBM acumulam queda de cerca de 30% neste ano, enquanto o fundo iShares Expanded Tech-Software Sector ETF (IGV) recua 17%.

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Em fevereiro, os papéis da IBM chegaram a cair 13% depois que a Anthropic publicou um post em seu blog destacando a capacidade da ferramenta Claude Code de modernizar códigos escritos em Cobol, linguagem amplamente utilizada em computadores mainframe.

Mainframes pressionam resultados

Após a divulgação do balanço, Krishna afirmou aos analistas, na quarta-feira, que a atual geração do mainframe z17 enfrentou dificuldades durante o trimestre. O diretor financeiro, Jim Kavanaugh, explicou que parte dos clientes optou por direcionar investimentos para outros equipamentos de data centers, como servidores e sistemas de armazenamento, diante da alta dos preços da memória causada pela demanda por chips voltados à inteligência artificial.

Para cada US$ 1 (R$ 5,11) em receita gerada pela infraestrutura de mainframes, a IBM obtém US$ 3 (R$ 15,33) em software. Com a receita da divisão Z despencando 42% no trimestre, a receita com softwares de processamento de transações caiu 9%. No primeiro trimestre, o cenário havia sido o oposto: a receita da linha Z cresceu 48%, enquanto o software de processamento avançou 2%.

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No trimestre encerrado em junho, 45% da receita da IBM veio da divisão de software, que concentra as maiores margens de lucro da companhia.

Softwares antigos são mais vulneráveis

Krishna citou o caso da Starbucks, que gasta cerca de US$ 2 milhões (R$ 10,22 milhões) por ano com softwares da IBM. Segundo ele, a rede está substituindo o sistema de gestão de contratos de locação Tririga, adquirido pela IBM em 2011 e cujo suporte será encerrado em 2027.

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“Essa é uma parte importante daqueles 2% que mencionei e acredito que softwares como esse estejam, de fato, sujeitos a riscos”, afirmou. “Aliás, o que eles utilizavam era um software com dez anos de existência.”

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Projeções mantidas

Embora a IBM tenha mantido sua projeção de adicionar US$ 1 bilhão (R$ 5,11 bilhões) ao fluxo de caixa livre em 2026, Kavanaugh afirmou, na quarta-feira, que agora espera crescimento de 6% a 8% na receita de software neste ano. Em janeiro, o executivo havia demonstrado confiança de que a expansão seria de dois dígitos.

Nesta quinta-feira (23), Krishna disse que a capacidade dos equipamentos mainframe continua aumentando, o que deverá beneficiar a receita de software no futuro.

“O software normalmente acompanha a expansão da capacidade do hardware com algum atraso, e acredito que, se dermos mais um ano, veremos esse software voltar a acompanhar esse crescimento”, afirmou.

Segundo o executivo, cerca de 75% dos contratos que deixaram de ser fechados no segundo trimestre devem retornar à IBM antes do fim do ano.

Leia também: IBM: desempenho no trimestre foi afetado pela migração de clientes para hardwares de I.A.

Ainda assim, analistas do Jefferies disseram, em relatório divulgado nesta quinta-feira, que preferem aguardar uma recuperação efetiva dos resultados antes de dar total crédito à manutenção das projeções da companhia.

“Evitaríamos dar crédito integral à manutenção do guidance até que uma parcela maior dessas negociações adiadas apareça nos resultados reportados”, escreveram os analistas, que, apesar disso, mantiveram recomendação de compra para as ações da IBM.

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