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Classe & Estilo: Bem-estar vira novo símbolo de status e impulsiona expansão do luxo, diz Danni Rudz
Publicado 15/05/2026 • 16:00 | Atualizado há 56 minutos
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Publicado 15/05/2026 • 16:00 | Atualizado há 56 minutos
KEY POINTS
O mercado de luxo encontrou no bem-estar um novo eixo de expansão global, impulsionado por consumidores que passaram a valorizar tempo, autocuidado e qualidade de vida como símbolos de status. Para Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o segmento de wellness deixou de ocupar apenas o espaço ligado à saúde e passou a integrar definitivamente o universo do lifestyle premium.
“Hoje em dia a imagem da vida saudável é sinônimo de status. Você ter tempo para se cuidar, para ir à academia, para fazer uma massagem, isto hoje é o novo status do luxo”, afirmou durante o quadro Classe Estilo, do jornal Real Time, nesta sexta-feira (15).
Segundo a comentarista, o movimento ganhou força após a pandemia e deve seguir em expansão nos próximos anos. Dados do Global Wellness Institute apontam que o mercado global de wellness ultrapassou US$ 6 trilhões (R$ 30,4 trilhões) em 2024.
Na avaliação de Danni Rudz, o luxo deixou de se apoiar apenas em exclusividade material e passou a incorporar experiências ligadas ao bem-estar e à longevidade. “O consumidor desse mercado quer conquistar tempo de qualidade para cuidar da saúde, de si mesmo e da família”, ressaltou.
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Ela afirmou que marcas premium vêm transformando produtos ligados à prática esportiva e ao autocuidado em novos objetos de desejo. “Os acessórios de wellness vêm se tornando uma febre no mercado e, quando colocados à venda, esgotam em minutos”, destacou.
Segundo Danni Rudz, academias premium foram as primeiras a consolidar esse movimento ao combinar serviços exclusivos com tecnologia voltada à saúde e performance.
A comentarista citou o crescimento das academias de luxo em São Paulo, que passaram a oferecer desde equipamentos sofisticados até serviços personalizados de beleza e atendimento. “A operação dessas academias foi feita para que você queira estar lá”, afirmou.
Ela destacou a atuação da Technogym, fabricante de equipamentos fitness de alto padrão, como uma das marcas que impulsionaram esse novo posicionamento do wellness no luxo.
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Na avaliação de Danni Rudz, o segmento avançou além dos serviços e passou a incorporar produtos exclusivos voltados ao universo fitness. Um dos exemplos é a coleção wellness da Dior, criada pela diretora criativa Cordélia de Castellane.
A linha reúne itens como bolas de pilates, tapetes de ioga, pesos e halteres personalizados com identidade visual da marca francesa. “Não é roupa. São acessórios de wellness da Dior”, ressaltou.
Segundo ela, os produtos ainda não são vendidos diretamente ao consumidor final e vêm sendo distribuídos para spas, hotéis e academias parceiras ao redor do mundo. Mesmo assim, já provocam forte demanda. “Dez entre dez consumidores estão pedindo para que a Dior coloque esses produtos à venda”, observou.
Danni Rudz também destacou o sucesso da coleção fitness da Zara, que aposta em acessórios premium ligados ao bem-estar e à prática esportiva.
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A linha inclui halteres, cordas, joelheiras, toalhas e itens de decoração voltados ao universo wellness. Segundo ela, os produtos esgotaram rapidamente após o lançamento. “Uma hora depois já não tinha mais nada”, afirmou.
A comentarista contou que parte dos itens acabou sendo incorporada até mesmo à decoração residencial dos consumidores. “É objeto de decoração”, brincou.
Na avaliação dela, o avanço desse tipo de produto revela uma mudança no comportamento do consumidor de luxo e premium. “Ainda existe o ‘ter para ser’, mas agora associado à imagem de vida saudável”, explicou.
Ela acredita que o movimento deve se expandir para outras varejistas e segmentos ligados ao lifestyle. “Esse discurso de saúde e bem-estar hoje está intrínseco ao desejo do consumidor”, pontuou.
Além da Dior e da Zara, Danni Rudz citou marcas como Celine e Louis Vuitton, que também passaram a investir em linhas ligadas ao wellness.
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A coleção Sport Luxury, da Celine, reúne itens como tapetes de ioga, kettlebells, garrafas premium e até skates personalizados. Diferentemente da Dior, os produtos são vendidos diretamente ao público.
Segundo a comentarista, o wellness se consolidou como um fenômeno cultural de longo prazo dentro do consumo premium. “Estamos falando de um Zeitgeist de autocuidado que vai perdurar”, afirmou.
Na avaliação dela, empresas que souberem incorporar bem-estar, performance e autocuidado ao posicionamento das marcas tendem a ganhar vantagem competitiva. “Quem entender que esse é o desejo do novo consumidor vai sair na frente”, concluiu.
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