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Fundo Shine vai assumir fatia da Odebrecht e controle da Braskem com 50,1% das ações
Publicado 20/04/2026 • 14:30 | Atualizado há 3 semanas
Publicado 20/04/2026 • 14:30 | Atualizado há 3 semanas
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Foto: Braskem/Divulgação
Unidade industrial da Braskem
O Shine I Fundo de Investimento em Participações, gerido pela Vórtx Capital Gestora de Recursos e assessorado pela IG4 Sol, assinou contrato para adquirir o controle da Braskem. O negócio, formalizado em 17 de abril de 2026, prevê a transferência de aproximadamente 50,1% das ações ordinárias e 34,3% do capital total da petroquímica, atualmente nas mãos da Novonor – ex-Odebrecht, em recuperação judicial, por meio de sua subsidiária NSP Investimentos.
A operação não envolve pagamento em dinheiro. Em troca das ações, o fundo entregará à NSP Investimentos debêntures da própria empresa, em dois lotes: 547,2 milhões de papéis da primeira série e 273,6 milhões da segunda série da segunda emissão de debêntures da NSP Investimentos, negociadas na B3 sob os tickers OSPI12 e OSPI22.
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🔍 A Novonor, antiga Odebrecht, está em recuperação judicial desde 2019. A NSP Investimentos é a subsidiária que concentra a participação do grupo na Braskem. A venda do controle da petroquímica faz parte do processo de desinvestimento para pagamento de credores.
A Petrobras foi notificada da operação e informou ao mercado que sua diretoria executiva está avaliando os termos do negócio para decidir se exerce o direito de preferência e o tag along previstos no acordo de acionistas vigente da Braskem. A decisão segue orientação aprovada pelo conselho de administração da estatal em reunião de 11 de fevereiro de 2026.
Paralelamente, a Petrobras recebeu uma carta vinculante do fundo Shine comprometendo-se a firmar um novo acordo de acionistas com a estatal, caso a operação se concretize. O documento prevê governança compartilhada entre as duas partes, com poder de veto mútuo em todas as deliberações do conselho de administração e da assembleia geral, além de indicação igualitária de membros para os órgãos de gestão.
A conclusão da operação está sujeita a uma série de condições. Além da decisão da Petrobras sobre seus direitos, o negócio depende de autorizações judiciais e da aprovação pendente da Comissão Europeia no âmbito do Foreign Subsidies Regulation. As aprovações antitruste do Brasil, México, União Europeia e Estados Unidos já foram obtidas.
O contrato também obriga o fundo Shine a protocolar junto à CVM pedido de registro de oferta pública de aquisição (OPA) para compra de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem, assegurando aos demais acionistas o direito de vender seus papéis nas mesmas condições da transação.
O fundo Shine informou que pretende conduzir, em conjunto com a Petrobras, a reestruturação financeira e operacional da Braskem, com o objetivo de que a companhia volte a gerar valor para seus acionistas. O fundo também descartou o cancelamento do registro de companhia aberta da petroquímica.
A Braskem tem ações negociadas na B3 sob os tickers BRKM3, BRKM5 e BRKM6, e na NYSE sob o ticker BAK.
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