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Beleza S.A. – Marcas asiáticas chegam ao Brasil de olho em consumidor aberto a novidades de beleza, avalia Luiza Souza
Publicado 14/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O avanço de marcas asiáticas de beleza no Brasil reflete um momento de maior abertura do consumidor nacional a produtos impulsionados por redes sociais, tendências globais e propostas voltadas a perfis específicos de skincare e maquiagem. A avaliação é de Luiza Souza, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao comentar a chegada da japonesa Curél e da chinesa Sheglam ao mercado brasileiro.
Durante participação no quadro “Beleza S.A.” do jornal Real Time, nesta quinta-feira (14), ela lembrou que o Brasil passou a ocupar posição estratégica para empresas asiáticas interessadas em ampliar presença na América Latina, especialmente diante de um público mais disposto a experimentar novidades. Para ela, o país está “bombando” no setor de beleza, com consumidor atento a marcas internacionais, produtos virais e lançamentos que já ganharam força em outros mercados.
De acordo com Luiza Souza, a Curél escolheu o Brasil como primeira porta de entrada na América Latina e chega com foco em dermocosméticos, especialmente para consumidores com peles sensíveis. “Ela vem justamente com preços mais baixos, preços super convidativos, focando nesse consumidor que tem a pele sensível e busca produtos com mais embasamento científico”, explicou.
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A especialista afirmou que a marca japonesa aposta na chamada J-Beauty, uma rotina de cuidados diferente da K-Beauty, conhecida pelos vários passos de skincare. Segundo ela, a proposta japonesa é mais simples e direta, já que “a J-Beauty vem mais minimalista, mais silenciosa, com foco em purificar a pele, limpeza e hidratação”, destacou.
Um dos diferenciais da Curél, segundo Luiza Souza, está nas fórmulas voltadas para consumidores com sensibilidade, rosácea ou intolerância a determinados componentes. A marca aposta em produtos “sem cheiro, sem fragrância” e com texturas mais aquosas, o que, segundo ela, pode fazer diferença para quem tem uma pele em que “tudo implica ali”.
A tecnologia de ceramida biomimética também aparece como aposta da marca para reforçar a hidratação natural da pele. Luiza explicou que a ceramida está associada à hidratação e ajuda a recuperar características que a pele perde ao longo do tempo, entregando “aquele plump, aquele glow”, com foco em inovação científica japonesa.
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Segundo a especialista, a chegada da Curél também chama atenção pelo posicionamento de preço dentro do segmento de dermocosméticos. Ela citou como exemplo um sérum em torno de R$ 109, valor que considera competitivo para uma categoria em que algumas marcas chegam ao mercado com preços mais elevados.
A chinesa Sheglam, ligada ao grupo da Shein, desembarca no Brasil com foco em maquiagem, skincare, presença digital e forte apelo junto à Geração Z. Segundo Luiza Souza, a marca “chega fazendo barulho” porque já era acompanhada por brasileiras nas redes sociais antes mesmo da entrada oficial no mercado nacional.
Criada em 2019, a Sheglam atua dentro do ecossistema da gigante chinesa de varejo e chega ao país com uma parcela inicial de seu portfólio global. A especialista afirmou que a marca desembarca com cerca de 150 produtos, embora tenha mais de 1 mil SKUs em outros mercados, o que indica espaço para novas etapas de expansão.
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De acordo com Luiza Souza, a estratégia da Sheglam no Brasil mira diretamente uma geração apaixonada por TikTok, inovação, tendências e experimentação. A marca chega com produtos de maquiagem, gloss e skincare, além de preços considerados convidativos, em uma proposta desenhada para consumidores jovens que testam, filmam, postam e comentam produtos em tempo real.
A especialista afirmou que a operação deve começar com maior força nos canais digitais, onde os preços tendem a ser mais competitivos, antes de avançar em experiências físicas de compra. Segundo ela, a marca ainda deve observar se o público brasileiro continuará comprando online ou se dará peso à possibilidade de testar os produtos presencialmente, já que “uma coisa é ver ali na telinha e outra é experimentar na própria pele”.
Para Luiza Souza, o crescimento dessas marcas está diretamente ligado à mudança de comportamento da Geração Z no consumo de beleza e conteúdo digital. Segundo ela, as novas marcas já nascem estruturadas para funcionar dentro da lógica das redes sociais e da viralização, já que “o grande objetivo é viralizar”.
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A especialista afirmou que os consumidores mais jovens valorizam autenticidade, velocidade e espontaneidade nas avaliações publicadas nas plataformas digitais. Para ela, esse público “não tem medo de errar, de dar opinião e de mostrar produtos de forma menos perfeita”, o que ajuda a criar identificação e fidelização.
Segundo Luiza Souza, marcas como a Sheglam desenvolvem cores, texturas, efeitos e embalagens pensando também no desempenho visual dos produtos nas redes sociais. A proposta, afirmou, é criar itens alinhados a tendências globais, mas capazes de “brilhar os olhos das meninas que estão vendo” os vídeos na tela do celular.
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