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Mercado segue sem respostas e incerteza sobre privatização da Copasa provoca reação negativa entre investidores
Publicado 27/05/2026 • 21:13 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 27/05/2026 • 21:13 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Foto: Copasa
A perspectiva de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais foi praticamente a principal responsável pela valorização das ações da empresa nos últimos 13 meses, desde que a tese da privatização se impôs. Os papéis, que custavam R$ 20, há 1 ano, acumulam alta próxima de 190% no período, movimento que, para analistas, não encontra sustentação apenas nos fundamentos operacionais da companhia.
Apesar da forte disparada na bolsa, o desempenho recente da empresa não foi considerado especialmente positivo pelo mercado. Alguns resultados recentes vieram abaixo das expectativas. A companhia também não apresentou avanços relevantes em contenção de custos, enquanto os preços pelos serviços permaneceram relativamente estável. Esses fatores, isoladamente, não justificariam a magnitude da valorização observada nas ações.
Isso reforça a percepção de que a tese de privatização se tornou o principal motor dos papéis.
A sensibilidade do mercado ao tema ficou evidente nesta quarta-feira (27), quando as ações da Copasa encerraram o pregão com recuo de 4,71%, após queda de 7% no pior momento do dia. O movimento refletiu a frustração dos investidores diante da suspensão do leilão de privatização da companhia pelo governo de Minas Gerais.
O certame estava previsto para esta quarta-feira e teria como principais interessados a Equatorial Energia e um consórcio liderado pela Aegea Saneamento. No entanto, o governo mineiro decidiu interromper o processo e ainda não definiu uma nova data para a operação.
Além da indefinição sobre o cronograma, o mercado também segue sem respostas sobre pontos centrais da privatização: o valor final da venda, quanto o estado arrecadará com a operação e qual será o preço das ações após a eventual transferência de controle.
A incerteza provocou forte reação negativa entre investidores, embora parte do mercado ainda veja potencial de valorização caso a privatização avance em condições consideradas favoráveis. Em cenários otimistas, analistas projetam que as ações poderiam atingir cerca de R$ 80.
Por outro lado, se a privatização acabar fracassando, a avaliação predominante no mercado é de que os papéis podem cair para perto de R$ 30 — perto dos níveis registrados antes do início do movimento de forte valorização observado no primeiro semestre de 2025.
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Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.
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