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Possíveis tarifas dos EUA ameaçam principal mercado do mel brasileiro
Publicado 15/07/2026 • 18:12 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/07/2026 • 18:12 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A dependência do mercado americano torna o setor brasileiro de mel orgânico um dos mais expostos à possível adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (15) Renato Azevedo, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Hoje o mercado brasileiro de mel orgânico depende diretamente dos Estados Unidos. Cerca de 80% de todo o volume exportado tem como destino o mercado americano, e qualquer tarifa impacta diretamente toda a cadeia produtiva”, afirmou.
Segundo Azevedo, a incerteza em torno da decisão do governo americano já dificulta o planejamento das empresas e trava decisões comerciais do setor.
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Na avaliação dele, uma tarifa de 25% — ou até 37,5%, caso seja aplicada uma cobrança adicional relacionada à investigação sobre trabalho forçado — teria efeitos sobre toda a cadeia, do importador ao produtor rural.
“Esse cenário de incerteza impacta diretamente todas as decisões que tomamos como segmento. O reflexo seria uma redução da demanda por parte dos importadores americanos, queda do preço internacional e, por consequência, impacto na ponta produtiva”, disse.
O presidente da Abemel afirmou que o Brasil possui alternativas para diversificar seus destinos de exportação, mas ressaltou que esse processo não ocorre de forma imediata.
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Siga o Times | CNBCEle lembrou que o setor também enfrenta o embargo ao mel brasileiro na União Europeia, previsto para entrar em vigor em 3 de setembro, o que reduz ainda mais as opções disponíveis.
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“Existem mercados viáveis, como o Canadá, mas eles não conseguiriam absorver todo o volume hoje destinado aos Estados Unidos. Essa mudança é gradual e não produz resultados no curto prazo”, explicou.
Segundo ele, caso parte das exportações deixe de ser embarcada, o mercado interno poderá receber um volume maior de produto.
Para Azevedo, ampliar o consumo de mel no Brasil pode ser uma alternativa para reduzir parte dos impactos de uma eventual queda nas exportações.
Ele comparou o consumo brasileiro ao americano para mostrar o potencial de crescimento do mercado doméstico.
“Enquanto os Estados Unidos consomem entre um quilo e um quilo e meio de mel por habitante ao ano, no Brasil esse consumo gira em torno de apenas 50 gramas. Há muito espaço para incentivar o consumo interno e manter aqui um produto de alto valor agregado”, concluiu.
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