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Onda de falências de empresas pode durar cinco anos seguidos; veja o que está por trás
Publicado 09/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik.
O Brasil tinha 5.680 companhias em processo de recuperação judicial (RJ) no quarto trimestre de 2025, segundo o Monitor RGF da Recuperação Judicial. No entanto, um relatório da Allianz Trade sugere que ainda há uma onda de falências de empresas por vir nos próximos anos.
Das quase 6 mil empresas no Brasil em processo de RJ no ano passado, 29% delas faliram, segundo o Monitor RGF. Embora a maioria tenha voltado à ativa, o aumento de falências de empresas pode impactar a oferta de empregos.
Nesse sentido, um relatório da Allianz Trade de 2025 mostra que, caso o fenômeno persista, serão cinco anos consecutivos com aumento de insolvências, considerando os anos de 2022 a 2026.
Leia também: Varejo atinge maior patamar de procura de crédito desde setembro de 2024 e setor tem 130 falências em 6 meses
Para ilustrar essa questão, dados de 2024 apontam que o mundo teve 10% a mais de empresas em processo de falência. Já em 2025, a expectativa era uma nova alta de 6% e mais 3% em 2026.
Na visão da Allianz Trade, três fatores explicam esse cenário:
Junto a isso, guerras comerciais e conflitos armados – como o confronto entre EUA, Irã e Israel – podem agravar esse cenário em 2026 e 2027. Isso porque a incerteza causada por esses conflitos pode dificultar ainda mais o acesso ao crédito, diminuir o poder de compra do consumidor e outros.
Ao nível global, a falência de múltiplas empresas implica 2,3 milhões de empregos em risco. Segundo o Allianz Trade, são 120 mil cargos a mais em 2024. Para 2026, mais 30 mil empregos estão ameaçados. Distribuindo esses números por região, o relatório aponta que:
Ademais, mundialmente falando, os setores mais vulneráveis são os de construção, varejo e serviços. No Brasil, o agronegócio é o mais impactado por recuperações judiciais.
Quando o relatório da Allianz Trade foi publicado, em março de 2025, o embate entre Irã e EUA ainda estava mais no campo das ameaças. Contudo, em junho do mesmo ano, Israel e Irã entraram em confronto armado por 12 dias, com a ajuda dos EUA, que patrocinou equipamentos para a defesa israelense.
Ou seja, o cenário se agravou em poucos meses e ainda pode ganhar novos desdobramentos com o ataque realizado no dia 28 de fevereiro de 2026.
Em meio ao conflito armado que está travando a passagem do petróleo no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, há ainda as taxas globais impostas por Trump, como parte da estratégia para enfrentar a guerra comercial com a China.
No final do dia, todos esses elementos corroboram para que empresas cujo quadro financeiro não é saudável ou consolidado tenham risco de falência. Nesse sentido, conforme descrito no relatório da Allianz:
“A expansão do crédito pode ajudar a reduzir a insolvência corporativa, fornecendo às empresas liquidez para gerenciar obrigações de dívida, manter as operações e investir em crescimento. O acesso ao crédito permite que as empresas refinanciem passivos, superem déficits de receita e evitem falências, principalmente durante recessões econômicas.”
Por outro lado, a Allianz Trade estima que uma queda de 1% na oferta de crédito às empresas tende a aumentar o número de insolvências nos três meses seguintes, com impactos diferentes entre os países:
No entanto, conforme noticiado anteriormente, o acesso ao crédito pode ficar ainda mais caro e seletivo em meio às turbulências globais. Logo, é possível que o número de falências empresariais continue aumentando. “O mercado brasileiro, assim como muitos países ao redor do mundo, tem enfrentado grandes dificuldades para se recuperar pós-pandemia, com as guerras e agora com as taxações. As oscilações políticas e econômicas globais têm grande impacto no cenário econômico interno”, explicou Denis Barroso, advogado especialista em recuperação judicial e sócio da Barroso Advogados.
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