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Operação Fluxo Oculto: fintechs ligadas ao PCC movimentaram R$ 26 bilhões

Publicado 28/05/2026 • 11:06 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Seis fintechs investigadas por ligação com o PCC movimentaram ao menos R$ 26 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia bets ilegais, postos de combustíveis e estruturas financeiras.
  • Apenas uma das fintechs investigadas teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo.
  • A investigação também resultou na apreensão de R$ 500 mil em espécie, um helicóptero avaliado em R$ 25 milhões e 76 imóveis ligados aos investigados.

Divulgação

Seis fintechs investigadas por ligação com o PCC movimentaram ao menos R$ 26 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia bets ilegais, postos de combustíveis e estruturas financeiras usadas para ocultar recursos do crime organizado, segundo autoridades.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) durante a operação “Fluxo Oculto”, conduzida pelo Ministério Público, Receita Federal, Polícia Civil e outros órgãos.

Leia também: Nova operação bate na Faria Lima: “fluxo oculto” mira fintechs e lavagem de dinheiro

Apenas uma das fintechs investigadas teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, operação considerada incompatível com a atividade regular desse tipo de instituição financeira.

A investigação também resultou na apreensão de R$ 500 mil em espécie, um helicóptero avaliado em R$ 25 milhões e 76 imóveis ligados aos investigados. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e 17 de busca e apreensão. Até o momento da coletiva, duas pessoas haviam sido presas.

Segundo a Receita Federal, as investigações identificaram o uso de “contas bolsões”, estruturas financeiras usadas para concentrar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. As autoridades também apontam a utilização de cadeias de fundos de investimento para esconder os beneficiários finais das operações.

Leia também: Operação Fluxo Oculto: veja os estados e cidades alvo da força-tarefa contra esquema bilionário

Durante coletiva, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que as fintechs se aproveitaram de um “vácuo regulatório” que permitia atuação com menor nível de transparência em comparação aos bancos tradicionais.

De acordo com a Receita, as investigações avançaram após mudanças regulatórias que ampliaram a obrigatoriedade de prestação de informações financeiras pelas fintechs por meio da e-Financeira. O órgão afirmou ainda que, somente durante a operação desta quinta-feira, foi identificado mais R$ 1 milhão em espécie depositado em uma das instituições investigadas.

Leia também: Operação “Fluxo Oculto” investiga fintechs ligadas à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

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A operação mobilizou 87 promotores e servidores do Ministério Público, 38 auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, 18 delegados e policiais civis, 176 policiais militares, 10 fiscais da ANP e 135 agentes da Receita Federal.

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