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Nova operação bate na Faria Lima: “fluxo oculto” mira fintechs e lavagem de dinheiro

Publicado 28/05/2026 • 10:10 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • A nova fase da Operação Carbono Oculto colocou fintechs sediadas na Faria Lima no foco das investigações sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
  • A operação aponta que, mesmo após a ofensiva realizada em agosto de 2025, o grupo investigado manteve as atividades e ampliou a estrutura usada para ocultar recursos do esquema.
  • Segundo os investigadores, houve abertura de novas empresas de fachada para movimentar dinheiro e dificultar o rastreamento das operações.

Divulgação

A nova fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Fluxo Oculto, colocou fintechs sediadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, principal centro financeiro de São Paulo, no foco das investigações sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, a operação aponta que, mesmo após a ofensiva realizada em agosto de 2025, o grupo investigado manteve as atividades e ampliou a estrutura usada para ocultar recursos do esquema.

Leia também: Operação “Fluxo Oculto” investiga fintechs ligadas à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

Segundo os investigadores, houve aumento no volume de desvio de nafta, além da abertura de novas empresas de fachada para movimentar dinheiro e dificultar o rastreamento das operações.

A operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A ação mobiliza cerca de 135 auditores-fiscais, analistas tributários e servidores da Receita Federal, além de agentes das forças de segurança.

As investigações identificaram quatro fundos de investimento suspeitos de integrar o esquema, com patrimônio estimado em R$ 205 milhões. De acordo com o Ministério Público, os fundos registraram crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano e integravam uma estrutura financeira usada para transações entre distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos ligados ao grupo.

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O Gaeco e a Receita Federal afirmam que o PCC montou uma rede de empresas em diferentes Estados para sustentar as fraudes. Segundo a Promotoria, parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até detentos eram utilizados como laranjas para abrir empresas que apareciam formalmente como compradoras de solventes. Na prática, os produtos eram desviados para a Grande São Paulo.

A investigação também identificou outras seis fintechs que, segundo os promotores, funcionariam como bancos paralelos da organização criminosa. Essas instituições eram usadas para compensações internas entre distribuidoras e postos, transferências entre empresas e fundos de investimento, além do pagamento de despesas operacionais e gastos pessoais dos operadores do esquema.

Para os investigadores, o grupo utilizava mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial para esconder os verdadeiros beneficiários das operações financeiras.

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“As estruturas desvendadas na data de hoje utilizaram-se do mesmo balcão financeiro marginal, compartilhando canais de escoamento e técnicas de lavagem”, informou o Ministério Público.

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Segundo a investigação, mesmo após operações anteriores, os envolvidos continuaram atuando e passaram a concentrar movimentações financeiras de dezenas de postos em contas únicas para dificultar a fiscalização.

Em um dos casos apontados pela Promotoria, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas por meio de uma única conta. Os investigadores também identificaram migração de recursos entre diferentes fintechs e a criação de novas empresas para substituir estruturas já expostas anteriormente.

Os principais alvos da operação são empresários, operadores logísticos e suspeitos de atuar como laranjas do esquema.

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