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Petrobras registra lucro de R$ 32,6 bi e anuncia R$ 9 bi em proventos, mas foco em tecnologia deve penalizar Ibovespa
Publicado 11/05/2026 • 21:52 | Atualizado há 20 horas
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Publicado 11/05/2026 • 21:52 | Atualizado há 20 horas
KEY POINTS
Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras
Não teve jeito. Mesmo com a alta das ações da Petrobras diante das expectativas de um balanço positivo, o Ibovespa acompanhou o exterior e acabou cedendo. A empresa, que corresponde 12,79% da composição do índice somadas as ações preferenciais e ordinárias, encerrou a sessão desta segunda-feira (11) em alta de 1,66%, cotada a R$ 46,43.
Foi uma questão de timing, segundo Arthur Horta, analista da The Link Investimentos. Ele explicou, em entrevista ao programa Radar, do Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, que o mercado internacional tem evitado investir em ações dos mercados emergentes – mesmo as mais consolidadas – para focar no setor de tecnologia americano.
Isso porque, após resultados acima da média na semana anterior, o grupo das companhias dedicadas à inteligência artificial dos EUA voltou aos holofotes. “No Brasil, o investidor estrangeiro não está olhando para os fundamentos das empresas. O foco está na tese dominante do momento, que é tecnologia. E isso gera uma onda de vendas que atinge praticamente todo o mercado local”, explica.
Após dados operacionais considerados positivos, a petroleira superou as projeções e reportou lucro líquido de R$ 32,66 bilhões. Bruno Valêncio, diretor da VPrincing Combustíveis, explica que, apesar da companhia se beneficiar da alta recente do petróleo, a estratégia comercial para os combustíveis refinados, como diesel e gasolina, pode ter impactado.
“Se o cenário geopolítico atual já estivesse presente antes, provavelmente o mercado teria projetado um lucro ainda maior, especialmente por causa da disparada do petróleo”, ele diz.
A combinação do forte desempenho operacional com uma alta de cerca de 23% nos preços do petróleo no trimestre justificaria uma projeção de EBITDA em torno de R$ 61,35 bilhões, o que implicaria crescimento de aproximadamente 14% na comparação trimestral. O resultado observado, entretanto, foi ligeiramente menor, a R$ 59,6 bilhões.
Horta explica que os agentes do mercado buscam entender, principalmente, como a companhia está lidando com os preços dos combustíveis. “Desde o início do conflito no Oriente Médio, a Petrobras fez apenas um reajuste no diesel, apesar da alta do petróleo. Hoje existe uma defasagem relevante entre os preços praticados pela companhia e os preços internacionais”, explica.
Apesar de coincidir com o começo do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o começo das operações já estava encaminhado. “O balanço do primeiro trimestre ainda captura muito pouco desse cenário, porque pegou apenas o início da crise. Mas os investidores vão buscar sinalizações sobre os próximos meses”, disse.
A principal dúvida é se a alta recente do petróleo pode abrir espaço para dividendos extraordinários. Visto que a principal operação da empresa se baseia no preço do barril de petróleo, o avanço da cotação da commodity surte efeitos positivos na distribuição de proventos da empresa aos seus acionistas.
Mais cedo, a empresa aprovou uma remuneração aos acionistas no valor de R$ 9,03 bilhões, equivalente a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial em circulação. Segundo a companhia, o valor representa uma antecipação da remuneração referente ao exercício de 2026.
“Hoje, a Petrobras trabalha com defasagens relevantes nos preços internos. No diesel A, por exemplo, a diferença em relação ao mercado internacional gira em torno de R$ 1,50 por litro. Na gasolina, passa de R$ 2. Então, apesar de a companhia ganhar muito dinheiro com a alta do petróleo na exploração e produção, ela acaba absorvendo parte dessas perdas no refino para segurar os preços no mercado doméstico”, explica Valêncio.
Apesar do resultado acima das expectativas, Valêncio explica que a bolsa não deve reverter a tendência observada nesta sessão à medida que o número não superou o do ano anterior.
“Mesmo sendo um balanço positivo em termos absolutos, o fato de o lucro ter recuado pode acender um sinal de alerta”.
Além das ações, também pesa o contexto macroeconômico. Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime Asset Management, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, o principal reflexo do descontrole dos preços do petróleo é o impacto sobre a inflação, e não necessariamente sobre o crescimento econômico ou os ativos de risco.
“O principal risco continua sendo a questão fiscal. Um aumento das incertezas fiscais ou uma deterioração mais forte das contas públicas poderia afastar parte desse capital estrangeiro e pressionar o dólar”, ela diz.
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