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EXCLUSIVO CNBC: Lucros fortes e avanço da IA sustentam mercados, diz presidente do Goldman Sachs

Publicado 05/08/2026 • 23:15 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Presidente do Goldman Sachs afirma que crescimento dos lucros corporativos continua sendo o principal motor da alta dos mercados globais.
  • Executivo avalia que investimentos em infraestrutura de inteligência artificial seguem impulsionando empresas e ampliando a geração de resultados.
  • Goldman projeta petróleo próximo de US$ 70, mas vê risco de novas altas caso persistam as tensões no Oriente Médio.

O forte crescimento dos lucros das empresas continua sendo o principal fator por trás do desempenho dos mercados financeiros, avalia John Waldron, presidente do Goldman Sachs. Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a expansão dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial tem sustentado boa parte desse movimento, enquanto as tensões geopolíticas permanecem como fonte de volatilidade.

Segundo Waldron, os resultados corporativos seguem surpreendendo positivamente.

“O crescimento dos lucros continua muito forte. O segundo trimestre marcou o sétimo trimestre consecutivo de expansão de dois dígitos no S&P, e isso continua sendo o principal motor dos mercados”, afirmou.

O executivo destacou que cerca de metade desse avanço está ligada aos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, mas ressaltou que a melhora já alcança um número maior de empresas.

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“Cerca de 50% do crescimento dos lucros vem da infraestrutura de IA, mas a empresa mediana do índice também registrou crescimento de 12% no segundo trimestre. Isso mostra que o mercado está mais amplo e saudável”, disse.

Petróleo segue no radar

Ao comentar os impactos das tensões entre Estados Unidos e Irã, Waldron afirmou que o cenário-base do banco prevê preços do petróleo próximos de US$ 70 (R$ 359,80) por barril.

Segundo ele, esse cenário depende de uma redução das incertezas na região.

“Nossa projeção permanece na casa dos US$ 70 (R$ 359,80) por barril. Mas, se não houver uma resolução para o Estreito de Ormuz, veremos uma pressão adicional sobre os preços, que podem voltar a se aproximar de US$ 100 (R$ 514,00)”, afirmou.

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Infraestrutura de IA atrai capital

Waldron também destacou a capacidade dos mercados financeiros de financiar a expansão da infraestrutura ligada à inteligência artificial.

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Segundo ele, aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) já foi destinado ao setor neste ano por meio dos mercados público e privado.

“Existe uma enorme capacidade de financiamento para essas empresas. Muitas delas também passaram a utilizar o próprio fluxo de caixa para acelerar os investimentos em infraestrutura, refletindo a confiança na demanda futura”, afirmou.

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O executivo citou grandes empresas de tecnologia como exemplo desse movimento e destacou que o próprio Goldman Sachs já utiliza inteligência artificial de forma intensiva em suas operações.

Desafio passa a ser gerar retorno

Na avaliação de Waldron, o mercado começa a voltar a atenção para a geração de retorno sobre os elevados investimentos realizados em inteligência artificial.

“Todos estão tentando entender como gerar retorno sobre esse nível de investimento. Neste momento, a prioridade ainda é descobrir os melhores casos de uso, aumentar a produtividade e desenvolver ferramentas para clientes e consumidores”, afirmou.

Segundo ele, outro tema que ganha importância é o avanço dos modelos de código aberto.

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“Estamos dedicando muito tempo para entender o potencial dos modelos de pesos abertos. Estive recentemente na China e pude observar como essas soluções vêm sendo utilizadas. Esse será um tema cada vez mais relevante para toda a indústria”, concluiu.

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