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PF suspeita que mercado financeiro já conhecia crise do Banco Master antes da liquidação
Publicado 15/06/2026 • 10:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/06/2026 • 10:46 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) pretende aumentar as investigações sobre a derrocada do Banco Master e passar a apurar a atuação de gestoras, administradoras de fundos e outros agentes do mercado financeiro, que negociaram papéis e ativos da instituição pouco antes de sua liquidação.
Segundo a avaliação dos investigadores, o mercado já tinha conhecimento, cerca de um ano e meio antes da liquidação, de que a situação financeira do banco era insustentável. A suspeita é que pessoas físicas e empresas possam ter lucrado com informações antecipadas sobre a crise. As informações são do jornal Valor.
Leia também: Justiça das Bahamas reconhece liquidação do Banco Master
Entre os episódios que já chamaram a atenção da PF estão a venda de grandes ativos que depois perderam valor e a identificação de menores de idade na lista de credores do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aplicações de até R$ 250 mil.
Uma das linhas de investigação considera que assessores de investimentos possam ter orientado clientes a fracionar aplicações até o limite coberto pelo FGC, utilizando CPFs fraudulentos ou de laranjas.
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Siga o Times | CNBCNeste momento, a corporação analisa o material apreendido nas oito fases da Operação Compliance Zero. Além do conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, os investigadores avaliam documentos e aparelhos recolhidos com outros integrantes do mercado financeiro, entre eles os empresários Nelson Tanure, Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro, e João Carlos Mansur, fundador da Reag Trust.
Leia também: Fundo de R$ 5,4 bi do Master escondeu créditos podres de empresas ligadas ao banqueiro
A segunda fase da operação investiga suspeitas de fraudes financeiras atribuídas a Vorcaro desde antes da aquisição do Banco Master, que teriam beneficiado o ex-banqueiro e familiares. Tanure, Quadrado e Mansur negam irregularidades.
A prioridade da PF, porém, continua sendo concluir as investigações sobre a liquidação do Banco Master, a tentativa do BRB de socorrer a instituição e as relações de Vorcaro com autoridades dos três Poderes.
Somente após essa etapa, a expectativa é que a corporação aprofunde as apurações sobre agentes do mercado que possam ter se beneficiado da deterioração do banco.
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