Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Fundo de R$ 5,4 bi do Master escondeu créditos podres de empresas ligadas ao banqueiro
Publicado 26/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
Irã dá sinais de recuo nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, diz ex-diretor da CIA
Petróleo cai 5% após Trump dizer que negociações com Irã avançam para reabertura do Estreito de Ormuz
Huawei planeja novos chips para smartphones enquanto rivalidade com Nvidia e Apple se intensifica
SpaceX pode ser incluída no Nasdaq 100 e no S&P 500 após IPO
Uber faz proposta para comprar Delivery Hero, empresa alemã de entrega de comida; ação dispara
Publicado 26/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Banco Master
PF, PGR e STF: quem analisa a delação de Daniel Vorcaro no caso Master?
O fundo SDG II, com R$ 5,4 bilhões em ativos, foi o principal instrumento usado pelo Banco Master para transferir créditos de má qualidade ligados a empresas beneficiadas por Daniel Vorcaro. A operação permitiu que o banco melhorasse sua situação financeira no papel, abrindo espaço para novos empréstimos e captação via Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
O mecanismo seguia um ciclo fechado. O Master captava recursos por meio de CDBs, emprestava o dinheiro para empresas de fachada, que aplicavam os valores em fundos. Os fundos, por sua vez, usavam parte do capital para comprar os próprios empréstimos feitos pelo banco às mesmas companhias. Os calotes não recaíam sobre as contas do Master, mas sobre os cotistas do SDG II. As informações são da agência FolhaPress.
Leia também: Cláudio Castro é alvo de buscas da PF por aportes bilionários de fundo de pensão no Banco Master
A empresa que mais recebeu recursos dentro dessa estrutura foi a Lormont Participações, com quase R$ 553 milhões. Desse total, pelo menos R$ 102 milhões foram vendidos ao fundo diretamente pelo Master. A Lormont é ligada ao empresário Nelson Tanure.
Por meio de assessoria de imprensa, Tanure informou ter sido cliente do Master nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras, em operações corriqueiras do mercado de valores mobiliários. Acrescentou que não tem conhecimento sobre hipotética cessão de crédito entre as próprias instituições financeiras.
Leia também: Governo do DF aciona STF para tentar destravar empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB
Em segundo lugar entre as empresas beneficiadas aparece a Banvox, de Mauricio Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master. O SDG II possui uma debênture da Banvox no valor de R$ 380 milhões.
Hoje essas debêntures estão registradas em nome da DV Holding, empresa de Vorcaro. A transferência ocorreu quando Quadrado deixou o Master, entregando suas ações no banco. As debêntures da Banvox, emitidas originalmente para a compra da participação no Master, passaram então a se referir à DV.
A assessoria de imprensa da Banvox negou qualquer envolvimento direto da empresa nas operações. Segundo a nota divulgada, as eventuais compras e vendas das debêntures foram realizadas exclusivamente entre os detentores dos papéis no mercado secundário, sem participação da Banvox Holding. A empresa afirmou ainda não ter vendido nenhum ativo para qualquer FIDC ligado ao Master ou a terceiros.
Leia também: O que é liquidez bancária e por que ela virou ponto-chave no caso Master
Outra empresa identificada no balanço do SDG II é a Super Empreendimentos e Participações. O fundo tem R$ 22 milhões em créditos a receber da companhia. A Super funcionava como o braço financeiro de Vorcaro e era dona do imóvel que o ex-banqueiro utilizava em Brasília.
O SDG II integra um grupo de 82 FIDCs identificados como parte da rede do Master. Juntos, esses fundos somam R$ 65,5 bilhões em ativos. O SDG II é o quarto maior da lista e segue ativo, com dois cotistas registrados junto à Comissão de Valores Mobiliários.
Um deles é o Hans 95, fundo apontado nas investigações como peça central na teia de fraudes do Master. A participação do Hans 95 se dá por meio do fundo Anna, um dos seis fundos fraudulentos identificados pelo Banco Central no início das apurações contra o banco. O outro cotista é a MKS Soluções Integradas, uma das 36 companhias que, segundo as investigações, fizeram empréstimos simulados no Master.
As operações analisadas abrangem o período de 2020 a 2024. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa desde o dia 8, o Banco Master não respondeu aos questionamentos da reportagem.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Mais lidas
1
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%
2
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
3
Quanto custa o jato mais rápido do mundo apresentado em SP?
4
O que as startups para 60+ revelam sobre a Economia Prateada
5
EXCLUSIVO: Seis meses após escândalo, André Esteves tenta explicar lucro bilionário do BTG com títulos do Master