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Fundo de R$ 5,4 bi do Master escondeu créditos podres de empresas ligadas ao banqueiro
Publicado 26/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Banco Master
Jaques Wagner entra no debate sobre caso Master; entenda a relação citada nas investigações
O fundo SDG II, com R$ 5,4 bilhões em ativos, foi o principal instrumento usado pelo Banco Master para transferir créditos de má qualidade ligados a empresas beneficiadas por Daniel Vorcaro. A operação permitiu que o banco melhorasse sua situação financeira no papel, abrindo espaço para novos empréstimos e captação via Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
O mecanismo seguia um ciclo fechado. O Master captava recursos por meio de CDBs, emprestava o dinheiro para empresas de fachada, que aplicavam os valores em fundos. Os fundos, por sua vez, usavam parte do capital para comprar os próprios empréstimos feitos pelo banco às mesmas companhias. Os calotes não recaíam sobre as contas do Master, mas sobre os cotistas do SDG II. As informações são da agência FolhaPress.
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A empresa que mais recebeu recursos dentro dessa estrutura foi a Lormont Participações, com quase R$ 553 milhões. Desse total, pelo menos R$ 102 milhões foram vendidos ao fundo diretamente pelo Master. A Lormont é ligada ao empresário Nelson Tanure.
Por meio de assessoria de imprensa, Tanure informou ter sido cliente do Master nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras, em operações corriqueiras do mercado de valores mobiliários. Acrescentou que não tem conhecimento sobre hipotética cessão de crédito entre as próprias instituições financeiras.
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Em segundo lugar entre as empresas beneficiadas aparece a Banvox, de Mauricio Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master. O SDG II possui uma debênture da Banvox no valor de R$ 380 milhões.
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Siga o Times | CNBCHoje essas debêntures estão registradas em nome da DV Holding, empresa de Vorcaro. A transferência ocorreu quando Quadrado deixou o Master, entregando suas ações no banco. As debêntures da Banvox, emitidas originalmente para a compra da participação no Master, passaram então a se referir à DV.
A assessoria de imprensa da Banvox negou qualquer envolvimento direto da empresa nas operações. Segundo a nota divulgada, as eventuais compras e vendas das debêntures foram realizadas exclusivamente entre os detentores dos papéis no mercado secundário, sem participação da Banvox Holding. A empresa afirmou ainda não ter vendido nenhum ativo para qualquer FIDC ligado ao Master ou a terceiros.
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Outra empresa identificada no balanço do SDG II é a Super Empreendimentos e Participações. O fundo tem R$ 22 milhões em créditos a receber da companhia. A Super funcionava como o braço financeiro de Vorcaro e era dona do imóvel que o ex-banqueiro utilizava em Brasília.
O SDG II integra um grupo de 82 FIDCs identificados como parte da rede do Master. Juntos, esses fundos somam R$ 65,5 bilhões em ativos. O SDG II é o quarto maior da lista e segue ativo, com dois cotistas registrados junto à Comissão de Valores Mobiliários.
Um deles é o Hans 95, fundo apontado nas investigações como peça central na teia de fraudes do Master. A participação do Hans 95 se dá por meio do fundo Anna, um dos seis fundos fraudulentos identificados pelo Banco Central no início das apurações contra o banco. O outro cotista é a MKS Soluções Integradas, uma das 36 companhias que, segundo as investigações, fizeram empréstimos simulados no Master.
As operações analisadas abrangem o período de 2020 a 2024. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa desde o dia 8, o Banco Master não respondeu aos questionamentos da reportagem.
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