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Previ responde ao TCU: contas estão equilibradas e não há risco; entenda o inquérito sobre o déficit de R$ 14 bi
Publicado 13/02/2025 • 13:09 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 13/02/2025 • 13:09 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Banco do Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil.
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, reafirmou que suas contas estão equilibradas e que não há risco de impacto para os participantes, após questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre um déficit registrado em 2024. A entidade destacou que não há necessidade de equacionamento nem de contribuições extraordinárias por parte dos associados ou do Banco do Brasil.
Na semana passada, o ministro do TCU Walton Alencar Rodrigues determinou a abertura de uma investigação sobre um prejuízo de aproximadamente R$ 14 bilhões no Plano 1 da Previ, que atende funcionários admitidos até dezembro de 1997.
A Previ é um dos maiores fundos de pensão da América Latina, com quase R$ 200 bilhões sob gestão e cerca de 200 mil participantes.
No começo de fevereiro, Alencar Rodrigues afirmou ao plenário do TCU que a Previ teria acumulado um prejuízo de R$ 14 bilhões entre janeiro e novembro de 2024.
Leia abaixo um trecho da decisão do ministro:
“O Plano 1 acumulou prejuízo de aproximadamente R$ 14 bilhões, em total discrepância com o acumulado positivo de cerca de R$ 5,5 bilhões no ano de 2023 e os mais de R$ 5 bilhões no ano de 2022. Relativamente aos investimentos do Plano Previ, em 2024, renderam eles o ínfimo percentual de 1,58%, enquanto no ano anterior, em 2023, o rendimento foi de 16,12%. Isto significa que, nem mesmo um percentual insignificante de 15% da Selic, os investimentos do ‘Plano Previ’ estão rendendo. E tal fato é seríssimo, elevando os riscos dos segurados ao paroxismo.”
O ministro também mencionou a existência de “risco absoluto para o erário”. O TCU afirmou que “não há prazo previsto para a conclusão do trabalho”.
Em comunicado oficial, a Previ afirmou que, embora o ano de 2024 tenha apresentado “grande volatilidade”, os planos continuam em equilíbrio. “Não há, portanto, nenhum risco de equacionamento, nem de pagamento de contribuições extraordinárias pelos associados ou pelo Banco do Brasil (BB).”
Ainda de acordo com o fundo de previdência, há um “erro de entendimento mencionado nas matérias”: o déficit de um determinado período não pode ser confundido com prejuízo.
“São conceitos bem distintos. A Previ não precisou vender nenhum ativo em 2024 para recompor suas reservas ou cumprir com suas obrigações. Pelo contrário, segue saudável pagando mais de R$ 16 bilhões em benefícios por ano, inclusive com recursos oriundos de dividendos das empresas que possui em seu portfólio.”
Citando “ilações de falhas na gestão”, a Previ “registra seu mais veemente repúdio, pois afirmações rasas trazidas a público desqualificam um assunto de relevada importância para milhares de associados, e levam intranquilidade para pessoas que, em sua maioria, já passaram dos 70 anos de idade”.
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Seguir no GoogleNa imprensa, a Previ destacou que o desempenho foi impactado principalmente pela queda no valor das ações da Vale, empresa na qual o fundo detém 13% de participação, correspondendo a cerca de R$ 27 bilhões investidos. No Plano 1, a renda variável representa 42,44% dos investimentos.
Em entrevista, o presidente da Previ, João Fukunaga, declarou que foi surpreendido pela inclusão do fundo na pauta do TCU e atribuiu a movimentação a disputas políticas. “Só gera barulho e prejudica os beneficiários”, afirmou.
Ele reforçou que a Previ continua equilibrada e que o fundo pagou R$ 16 bilhões em benefícios no último ano. O órgão contesta a narrativa de um “rombo” e afirma que, até novembro de 2024, ainda mantinha um superávit de R$ 528 milhões, apesar das oscilações de mercado.
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