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Competitividade do milho brasileiro cai frente a EUA e Argentina; El Niño aumenta risco
Publicado 13/07/2026 • 09:50 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/07/2026 • 09:50 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Ole Walter Jacobsen/Yara
Safrinha de milho entra em fase decisiva com chuvas irregulares e risco da cigarrinha
O milho brasileiro perde competitividade no mercado internacional em 2026. A avaliação é de Raphael Bulascoschi, analista de inteligência de mercado da StoneX, que aponta a produção recorde dos Estados Unidos e uma safra histórica na Argentina como fatores que ampliam a concorrência ao cereal brasileiro no exterior.
A estimativa de julho da StoneX também mostra oferta ampla de milho dentro do Brasil. A combinação entre uma safra de verão robusta e uma safrinha ainda volumosa, apesar de perdas pontuais em Goiás e Minas Gerais, mantém o mercado bem abastecido no curto prazo e ajuda a explicar a pressão sobre os preços na bolsa nas últimas semanas.
Ainda assim, a demanda doméstica segue forte e em expansão. Para o analista, a baixa competitividade do milho brasileiro no mercado internacional tem contribuído para reter maior volume do cereal no mercado interno.
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Em 2025, a produção recorde dos Estados Unidos reforçou a competitividade do país nas exportações globais de milho. Já em 2026, a Argentina colhe uma safra histórica e ganha espaço no comércio internacional, em meio à redução das tarifas de exportação no país vizinho.
Assim, os dois concorrentes ampliam a presença em mercados que antes recebiam maior volume do produto brasileiro.
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Siga o Times | CNBCA valorização do real ao longo dos últimos 18 meses complementa esse movimento. Segundo Bulascoschi, o câmbio mais valorizado reduz a atratividade do milho brasileiro no exterior, somando se à concorrência externa mais forte.
Para o segundo semestre, o foco se volta para fatores que podem alterar o quadro atual. No mercado internacional, o desempenho da safra norte americana segue determinando o equilíbrio global. Uma nova safra cheia nos Estados Unidos tende a manter pressão sobre Chicago e limitar a recuperação dos preços domésticos, embora isso ainda não possa ser garantido no atual estágio de desenvolvimento da lavoura americana.
No Brasil, a volatilidade cambial soma se a esse cenário externo e pode se intensificar com a aproximação do ciclo eleitoral.
Cresce também a atenção sobre a safra 2026/27. Após uma temporada excepcional, dificilmente a produção de verão repetirá o mesmo desempenho. Custos mais elevados de fertilizantes podem limitar a área plantada, enquanto um eventual padrão de El Niño aumenta o risco de atrasos na semeadura da soja e, por consequência, de plantio fora da janela ideal para o milho safrinha.
Para Bulascoschi, embora o balanço de milho brasileiro ainda indique conforto no curto prazo, os riscos para o médio prazo parecem mais inclinados para uma recuperação dos preços do que para novas quedas.
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