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Cinemark apoia fusão de US$ 111 bilhões entre Paramount e Warner
Publicado 18/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução
Cinemark apoia fusão de US$ 111 bilhões entre Paramount e Warner
A Cinemark declarou apoio à fusão de US$ 111 bilhões entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery. Com a decisão, a rede se juntou à AMC Theatres e à Regal Cinemas, que também defendem a operação.
O posicionamento ocorre enquanto o negócio enfrenta resistência de autoridades e parte do setor de exibição nos Estados Unidos. Para as três grandes redes, porém, a fusão pode ampliar a oferta de filmes e dar mais previsibilidade ao calendário de lançamentos.
A Cinemark destacou principalmente os compromissos apresentados pelo CEO da Paramount Skydance, David Ellison. O executivo prometeu lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas e mantê-los em cartaz por, no mínimo, 45 dias, de acordo com a Variety.
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Em comunicado, a Cinemark afirmou que o setor precisa de estúdios e exibidores financeiramente sólidos para produzir, distribuir e exibir filmes. A empresa também defendeu uma decisão rápida sobre a fusão, pois considera que uma disputa prolongada pode consumir tempo e recursos da indústria.
Além disso, a rede afirmou que apoia a consolidação da mídia quando ela aumenta a quantidade e a qualidade dos filmes lançados nos cinemas, acompanha os títulos de campanhas de marketing adequadas e garante janelas suficientes de exibição.
A Paramount pretende transformar essas promessas em compromissos formais. Para a Cinemark, essa medida oferece garantias compatíveis com as condições que a empresa considera necessárias para apoiar o negócio.
A Cinemark seguiu o posicionamento da AMC e da Regal. O CEO da AMC, Adam Aron, apoia a fusão desde a CinemaCon, em abril, e avalia que a combinação pode fortalecer a indústria cinematográfica.
Já Eduardo Acuna, presidente da Regal, afirmou que um atraso na conclusão do negócio poderia aumentar a incerteza e prejudicar o momento positivo vivido pelo setor.
As três redes, entretanto, não representam toda a comunidade de exibidores. A Cinema United, principal entidade de representação do segmento nos Estados Unidos, continua preocupada com a concentração do mercado.
O presidente da Cinema United, Michael O’Leary, alertou que a aquisição da Warner Bros. pode resultar em menos filmes disponíveis para os cinemas e até no fechamento de salas.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, a entidade demonstrou disposição para negociar. Após a manifestação da Cinemark, a Cinema United informou que pediu uma reunião entre os procuradores-gerais envolvidos e a Paramount para discutir medidas capazes de proteger o setor.
A preocupação também considera experiências anteriores de consolidação. Em 2019, a Disney comprou a 20th Century Fox. Depois da operação, a produção combinada das duas empresas caiu significativamente.
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O debate acontece durante uma recuperação da bilheteria nos Estados Unidos. A temporada de verão já ultrapassou US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões) pela segunda vez desde a pandemia.
O resultado ainda pode superar o recorde de US$ 4,755 bilhões (cerca de R$ 24,7 bilhões) registrado no verão de 2023, sem ajuste pela inflação. No ano, a bilheteria americana também pode alcançar US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhõe) pela primeira vez desde 2019.
Apesar do apoio das três redes, a operação enfrenta uma ação antitruste movida por uma coalizão de 12 estados. O processo busca impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount.
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A fusão permanece suspensa e pode chegar a julgamento em 2027. Enquanto isso, David Ellison ameaçou retirar a Paramount da Califórnia já em outubro caso os estados não aceitem negociar.
Assim, o apoio da Cinemark reforça a defesa comercial da operação, mas não elimina os obstáculos regulatórios. O futuro da fusão ainda depende das negociações e da análise das autoridades sobre os efeitos da concentração no mercado.
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