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Dia dos Namorados deve movimentar R$ 26 bilhões com 100 milhões de compradores
Publicado 07/06/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 07/06/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
FecomercioSP espera por crescimento de 4,8% no faturamento do comércio pelo dia dos namorados.
Pixabay.
Cerca de 100,1 milhões de consumidores devem ir às compras para o Dia dos Namorados, movimentando mais de R$ 26,4 bilhões no comércio e nos serviços. Os dados são de pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com a Offerwise Pesquisas.
Seis em cada dez consumidores (61%) pretendem comprar presentes na data. Os cônjuges lideram o ranking dos presenteados, citados por 58% dos entrevistados, seguidos pelos namorados, com 33%.
O valor médio investido por comprador está em R$ 264, subindo para R$ 295 entre os consumidores das classes A e B. Cada comprador deve adquirir em média 1,5 presente. Entre os que vão presentear, 74% acreditam que vão receber algo em troca.
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Vestuário, calçados e acessórios lideram a lista de presentes mais procurados, citados por 52% dos entrevistados. Perfumes, cosméticos e maquiagem aparecem em segundo lugar, com 31%, seguidos de chocolates (26%) e experiências como jantares, viagens e passeios (19%).
A comemoração deve acontecer em casa para 36% dos consumidores, enquanto 30% optam por restaurantes.
A jornada de compra é híbrida. As lojas físicas concentram 53% das intenções, com destaque para shopping centers (22%) e shoppings populares (11%). O comércio eletrônico responde por 41% das intenções. Entre os que compram online, 68% usam aplicativos, 65% acessam sites e 25% compram pelo Instagram.
Os sites de varejistas internacionais lideram a preferência online, com 58%. Os sites de varejistas nacionais registraram queda de 16 pontos percentuais em relação a 2025, chegando a 41% das intenções.
O Pix é o meio de pagamento mais usado, com 38% de preferência. Outros 64% pretendem pagar à vista e 34% vão parcelar, com média de 3,7 prestações no cartão de crédito.
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Metade dos consumidores (50%) rejeita presentes usados. Para esse grupo, o item deve ser novo e lacrado (23%), obrigatoriamente inédito (17%) ou há receio sobre qualidade e garantia (11%). Por outro lado, 41% consideram a possibilidade, motivados pelo acesso a itens exclusivos ou vintage e pela economia financeira. A abertura é maior entre a geração Z e as classes C, D e E.
Os dados acendem um sinal de alerta sobre o endividamento. Dos consumidores que pretendem presentear, 32% possuem contas em atraso, sendo que 69% deles estão com o nome negativado. Um em cada dez admite que vai deixar de pagar alguma conta básica para viabilizar a compra do presente.
No total, 34% dos compradores reconhecem que vão gastar mais do que podem. O apelo emocional explica boa parte do comportamento: 66% justificam o gasto excessivo afirmando que o parceiro “merece o esforço”.
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Seguir no GoogleA pressão das redes sociais também pesa. Para 38% dos consumidores, a exposição digital no Instagram e no TikTok funciona como catalisador de gastos acima do orçamento, seja por pressão moderada para validar o presente nas redes (28%) ou por necessidade explícita de ostentação (10%).
Quando o saldo não é suficiente no momento da compra, a maioria (67%) migra para um presente de menor valor. Outros 22% buscam renda extra e 16% recorrem a empréstimos ou cartões de terceiros. Apenas 8% desistem da compra.
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