ALERTA DE MERCADO:

Ibovespa vira para queda em pregão

CNBC
Marvell

CNBCAções da Marvell despencam 8% apesar de alta de 37% na receita

Serviços & Varejo

EXCLUSIVO: Avanço das marcas próprias movimenta bilhões no varejo brasileiro e atinge 30% dos lares

Publicado 28/08/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As marcas próprias estão alcançando uma posição de protagonismo no varejo brasileiro.
  • O movimento é impulsionado pela busca das redes por maior rentabilidade e pela estratégia de aumentar a fidelização dos consumidores.
  • NielsenIQ mostram que 30% das famílias brasileiras já compram produtos de marcas próprias; 58% pretendem ampliar esse tipo de compra.

As marcas próprias estão deixando de ser associadas exclusivamente a produtos de menor preço e alcançando uma posição de protagonismo no varejo brasileiro. O movimento é impulsionado pela busca das redes por maior rentabilidade e pela estratégia de aumentar a fidelização dos consumidores.

Dados da NielsenIQ mostram que 30% das famílias brasileiras já compram produtos de marcas próprias. Entre os entrevistados, 58% afirmam que pretendem ampliar esse tipo de compra. Apesar do avanço, a participação da categoria no mercado brasileiro ainda era de 1,8% em 2025, indicando espaço para expansão.

Leia também: Executiva da Retail Mind revela como multifranqueados aceleram expansão de grandes marcas no Brasil

Mercado movimentou R$ mais de 20 bilhões

A consolidação das marcas próprias também alterou a relação entre varejistas e fabricantes. Segundo os dados apresentados pela Amicci com exclusividade ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, sua atuação ao longo da última década envolveu mais de 4,3 mil indústrias fornecedoras e aproximadamente 300 redes varejistas no país.

Nesse período, foram lançados 15,5 mil produtos. A operação movimentou mais de R$ 23 bilhões em vendas para as indústrias participantes e, de acordo com a empresa, resultou em uma economia estimada em mais de R$ 4,7 bilhões para os consumidores.

O crescimento da categoria também levou à criação de iniciativas e eventos específicos para o segmento na América Latina, sinalizando a formação de uma estrutura própria para um mercado que ainda apresenta margem para ampliar sua participação no varejo brasileiro.

Preço continua relevante, mas qualidade pesa mais

A relação entre preço e benefício é o principal motivo apontado pelos consumidores latino-americanos para escolher marcas próprias, citada por 91% dos entrevistados. A disponibilidade dos produtos aparece em seguida, com 89%, enquanto 87% consideram a qualidade um fator importante.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Esse cenário indica uma mudança no posicionamento da categoria. Em vez de competir apenas pelo menor preço, as marcas próprias passaram a integrar estratégias comerciais mais amplas, com produtos direcionados a diferentes perfis e faixas de consumo.

A presença da categoria também se diversificou. Além dos supermercados e hipermercados, linhas próprias são encontradas em drogarias, perfumarias, lojas de departamento e estabelecimentos voltados para artigos domésticos. Algumas empresas trabalham simultaneamente com mais de três marcas próprias.

Alimentação concentra maior número de redes

Um levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT), realizado em parceria com a Amicci, identificou a presença de marcas próprias em 66 das 300 empresas analisadas no Ranking IRTT TOP 300.

O varejo alimentar concentra a maior parcela dessas operações. Entre as dezenove grandes redes identificadas estão Grupo Carrefour Brasil, Assaí, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Super Muffato, Mart Minas, Rede Smart Supermercados – Martins, Plurix, Tenda, Grupo Supernosso, Giassi & Cia, Supermercado Bahamas, Angeloni, Tauste Supermercados, Supermercados Nordestão, AM PM, BR Mania, St. Marché, Andorinha Hipercenter e Hirota Food Supermercados.

A concentração no setor alimentar está relacionada à frequência de compra desses produtos e à possibilidade de as redes desenvolverem linhas específicas para diferentes categorias de consumo.

Leia também: Protagonistas: Empreendedoras precisam aprender a contratar e delegar para crescer, diz Tatyane Luncah, fundadora da EBEM

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Serviços & Varejo