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EXCLUSIVO: Avanço das marcas próprias movimenta bilhões no varejo brasileiro e atinge 30% dos lares
Publicado 28/08/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/08/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As marcas próprias estão deixando de ser associadas exclusivamente a produtos de menor preço e alcançando uma posição de protagonismo no varejo brasileiro. O movimento é impulsionado pela busca das redes por maior rentabilidade e pela estratégia de aumentar a fidelização dos consumidores.
Dados da NielsenIQ mostram que 30% das famílias brasileiras já compram produtos de marcas próprias. Entre os entrevistados, 58% afirmam que pretendem ampliar esse tipo de compra. Apesar do avanço, a participação da categoria no mercado brasileiro ainda era de 1,8% em 2025, indicando espaço para expansão.
Leia também: Executiva da Retail Mind revela como multifranqueados aceleram expansão de grandes marcas no Brasil
A consolidação das marcas próprias também alterou a relação entre varejistas e fabricantes. Segundo os dados apresentados pela Amicci com exclusividade ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, sua atuação ao longo da última década envolveu mais de 4,3 mil indústrias fornecedoras e aproximadamente 300 redes varejistas no país.
Nesse período, foram lançados 15,5 mil produtos. A operação movimentou mais de R$ 23 bilhões em vendas para as indústrias participantes e, de acordo com a empresa, resultou em uma economia estimada em mais de R$ 4,7 bilhões para os consumidores.
O crescimento da categoria também levou à criação de iniciativas e eventos específicos para o segmento na América Latina, sinalizando a formação de uma estrutura própria para um mercado que ainda apresenta margem para ampliar sua participação no varejo brasileiro.
A relação entre preço e benefício é o principal motivo apontado pelos consumidores latino-americanos para escolher marcas próprias, citada por 91% dos entrevistados. A disponibilidade dos produtos aparece em seguida, com 89%, enquanto 87% consideram a qualidade um fator importante.
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Siga o Times | CNBCEsse cenário indica uma mudança no posicionamento da categoria. Em vez de competir apenas pelo menor preço, as marcas próprias passaram a integrar estratégias comerciais mais amplas, com produtos direcionados a diferentes perfis e faixas de consumo.
A presença da categoria também se diversificou. Além dos supermercados e hipermercados, linhas próprias são encontradas em drogarias, perfumarias, lojas de departamento e estabelecimentos voltados para artigos domésticos. Algumas empresas trabalham simultaneamente com mais de três marcas próprias.
Um levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT), realizado em parceria com a Amicci, identificou a presença de marcas próprias em 66 das 300 empresas analisadas no Ranking IRTT TOP 300.
O varejo alimentar concentra a maior parcela dessas operações. Entre as dezenove grandes redes identificadas estão Grupo Carrefour Brasil, Assaí, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Super Muffato, Mart Minas, Rede Smart Supermercados – Martins, Plurix, Tenda, Grupo Supernosso, Giassi & Cia, Supermercado Bahamas, Angeloni, Tauste Supermercados, Supermercados Nordestão, AM PM, BR Mania, St. Marché, Andorinha Hipercenter e Hirota Food Supermercados.
A concentração no setor alimentar está relacionada à frequência de compra desses produtos e à possibilidade de as redes desenvolverem linhas específicas para diferentes categorias de consumo.
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