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Suzano tem lucro de R$ 1,8 bilhão no trimestre, queda anual de 64%
Publicado 12/08/2026 • 22:05 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/08/2026 • 22:05 | Atualizado há 1 hora
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Suzano
A Suzano registrou lucro líquido de R$ 1,81 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 64% em relação aos R$ 5,01 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses deste ano, quando o resultado havia alcançado R$ 4,31 bilhões, a retração foi de 58%.
A receita líquida somou R$ 11,59 bilhões entre abril e junho, 13% abaixo dos R$ 13,30 bilhões registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve crescimento de 6%.
Segundo a companhia, o desempenho anual da receita foi pressionado principalmente pela redução de 11% no volume vendido de celulose e pela valorização média de 11% do real ante o dólar. O efeito foi parcialmente compensado pelo aumento de 8% no preço líquido médio da celulose em dólar. As exportações responderam por 80% da receita do período.
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O Ebitda ajustado da Suzano ficou em R$ 4,71 bilhões, queda de 23% frente aos R$ 6,09 bilhões do segundo trimestre de 2025. Em relação aos R$ 4,58 bilhões dos primeiros três meses deste ano, houve avanço de 3%.
A margem Ebitda ajustada atingiu 41%, ante 46% um ano antes e 42% no trimestre imediatamente anterior. O Ebitda ajustado por tonelada ficou em R$ 1.424, redução anual de 14%.
No segmento de celulose, o Ebitda ajustado alcançou R$ 4,18 bilhões, 22% abaixo do registrado um ano antes. O indicador por tonelada caiu 12%, para R$ 1.444. A companhia atribuiu a retração principalmente ao câmbio, ao menor volume vendido e ao aumento dos custos, incluindo os efeitos das paradas programadas de manutenção e das despesas logísticas.
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As vendas de celulose totalizaram 2,90 milhões de toneladas, recuo de 11% em relação ao segundo trimestre de 2025, sobretudo pela redução dos embarques para a Ásia. Em relação ao primeiro trimestre, as vendas cresceram 2%, beneficiadas pelos maiores volumes destinados à Europa e à América do Norte.
O preço líquido médio da celulose no mercado externo atingiu US$ 601 por tonelada (R$ 3.107), avanço de 8% em um ano. Apesar da melhora dos preços em dólar, a valorização do real reduziu parte do efeito positivo sobre os resultados em moeda brasileira.
Já as vendas de papel chegaram a 406 mil toneladas, praticamente estáveis ante o segundo trimestre de 2025, com recuo de 1%. O preço líquido médio ficou em R$ 6.974 por tonelada, queda anual de 5%.
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Siga o Times | CNBCO custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, alcançou R$ 843 por tonelada, 1% acima do segundo trimestre do ano passado. Entre os fatores de pressão estiveram os preços de insumos como gás natural, dióxido de cloro, óleo combustível e ácido sulfúrico, além de custos maiores com madeira e logística.
A Suzano apontou que parte dessas pressões esteve relacionada aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados globais de commodities e energia. O impacto foi parcialmente compensado pela valorização do real e pelo melhor desempenho da geração de energia.
A geração de caixa operacional, calculada a partir do Ebitda ajustado menos os investimentos de manutenção, atingiu R$ 2,89 bilhões, crescimento de 14% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação anual, entretanto, houve queda de 30%.
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O fluxo de caixa livre ajustado chegou a R$ 3,3 bilhões no trimestre. A companhia encerrou junho ainda com um retorno sobre o capital investido (ROIC) de 10,3% nos últimos 12 meses, 2,8 pontos porcentuais abaixo do observado um ano antes.
Os investimentos somaram R$ 2,54 bilhões, redução de 20% tanto na comparação trimestral quanto na anual. Entre os fatores estiveram desembolsos menores com terras e florestas, expansão e modernização e o Projeto Cerrado.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 66,09 bilhões, queda de 7% ante os R$ 70,84 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025 e redução de 3% frente ao primeiro trimestre deste ano.
A dívida bruta atingiu R$ 92,71 bilhões, dos quais 95% tinham vencimento de longo prazo. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado ficou em 3,3 vezes em reais e 3,4 vezes em dólares, acima das 3,0 e 3,1 vezes, respectivamente, registradas um ano antes.
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Como evento posterior ao encerramento do trimestre, a Suzano concluiu em julho a formação de sua joint venture com a Kimberly-Clark para o negócio internacional de produtos de consumo, com a aquisição de uma participação de 51% por US$ 1,3 bilhão (R$ 6,72 bilhões).
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