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Aviação executiva acelera no Brasil e coloca aeroportos privados no centro da expansão
Publicado 05/08/2026 • 22:33 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 05/08/2026 • 22:33 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
A aviação executiva brasileira chega à edição de 2026 da Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (Labace) em um momento de forte expansão. O número de novas aeronaves executivas registradas anualmente no país passou de uma média de cerca de 200 em 2022 para mais de 600 neste ano.
O crescimento coloca pressão sobre um dos principais gargalos do setor: a infraestrutura aeroportuária.
Realizada no Campo de Marte, em São Paulo, a 21ª edição da Labace reúne fabricantes, operadores, empresas de serviços e potenciais compradores em um mercado que já ocupa posição de destaque global e busca novas alternativas para absorver o aumento da demanda.
Na edição de 2025, o evento recebeu aproximadamente 14 mil pessoas e movimentou cerca de US$ 150 milhões em intenções de negócios. Para este ano, a organização projeta crescimento de pelo menos 10% nesse volume.
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Para Flavio Pires, CEO da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a expansão do setor torna mais urgente o desenvolvimento de uma rede aeroportuária capaz de atender às necessidades específicas da aviação executiva.
“O crescimento dos aeroportos privados é fundamental para a expansão da nossa aviação”, afirmou Pires ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, a descentralização das operações é importante principalmente em regiões onde aeroportos comerciais já operam sob forte demanda.
“Essa descentralização das operações executivas, fora dos grandes hubs comerciais como Congonhas, que costumam estar saturados, é crucial para a eficiência operacional e para manter a agilidade que a aviação de negócios exige”, disse.
Entre os modelos citados pelo executivo está o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, em São Roque, no interior paulista.
O terminal foi o primeiro do país autorizado a operar voos internacionais exclusivamente executivos e representa uma tendência de infraestrutura dedicada a esse segmento.
A lógica é retirar parte das operações executivas de aeroportos comerciais mais congestionados e criar estruturas voltadas especificamente a esse público, com maior flexibilidade de horários e serviços especializados.
O avanço dos registros de aeronaves ajuda a explicar a pressão por novos investimentos.
A frota cresce em ritmo superior ao observado há poucos anos e amplia a demanda não apenas por pistas e hangares, mas também por manutenção, abastecimento, serviços de solo e infraestrutura de apoio.
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Siga o Times | CNBCNesse ambiente, a Labace funciona como termômetro de um mercado que segue movimentando volumes relevantes mesmo diante das limitações de infraestrutura.
O evento também reúne lançamentos e modelos voltados a diferentes perfis de operação, da aviação corporativa de longo alcance a aeronaves utilizadas em regiões com menor estrutura aeroportuária.
Entre os destaques da exposição está o Cirrus Vision Jet G3, jato leve que incorpora um sistema de pouso autônomo de emergência.
O recurso pode ser acionado por um passageiro caso o piloto fique incapacitado.
A partir daí, o sistema analisa variáveis como condições meteorológicas, terreno e tráfego aéreo para selecionar um aeroporto e conduzir automaticamente as etapas de descida, aproximação e pouso.
“A grande novidade deste jato é o sistema que permite a qualquer passageiro, com o toque de um botão, iniciar um processo de pouso totalmente autônomo em caso de incapacidade do piloto”, afirmou Ulises Moses, diretor da Cirrus Aircraft para a América Latina.
Segundo ele, a tecnologia reduz a necessidade de intervenção humana em uma situação crítica e busca aumentar a margem de segurança em voos executivos.
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Outro modelo apresentado na feira é o Pilatus PC-12 NGX, turboélice monomotor conhecido pela capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas.
Esse tipo de característica tem importância particular no mercado brasileiro, onde parte relevante das operações executivas ocorre fora dos grandes centros urbanos.
Aeronaves desse perfil são utilizadas, por exemplo, em regiões ligadas ao agronegócio e à mineração, onde nem sempre há acesso a aeroportos com a mesma infraestrutura encontrada nas capitais.
O PC-12 combina capacidade de carga, alcance e flexibilidade operacional, atributos valorizados em deslocamentos para áreas mais remotas.
O evento acontece até esta quinta-feira (6).
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