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Igor Lopes: Segurança e eletrificação impulsionam transformação do setor aéreo
Publicado 05/08/2026 • 22:22 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 05/08/2026 • 22:22 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A aviação está entrando em uma nova fase de inovação, com tecnologias voltadas principalmente a segurança, eletrificação, autonomia e conectividade. A avaliação é de Igor Lopes, colunista de tecnologia e inovação e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A análise foi realizada durante a cobertura da 21ª edição da LABACE, feira de aviação de negócios realizada em São Paulo. Segundo Lopes, uma das principais tendências apresentadas pelo setor está na incorporação de sistemas capazes de reduzir a carga de trabalho dos pilotos e ampliar a segurança a bordo.
“O que a gente tem visto dentro dessa feira, neste ano de inovação, é a questão da segurança”, afirmou.
Entre os exemplos está a evolução dos sistemas digitais nas cabines, com telas sensíveis ao toque e soluções desenhadas para permitir que pilotos mantenham o controle dos equipamentos mesmo em situações de turbulência.
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Lopes também destacou sistemas automáticos de emergência que podem assumir o comando da aeronave caso o piloto fique incapacitado.
“Você aperta o botão, e ele, por inteligência artificial, vai conversar com a torre [de controle], vai conseguir encontrar o aeródromo mais próximo, vai ver nível de combustível, vai ver tudo e vai pousar o avião para você”, afirmou.
Segundo o Notável, a tecnologia amplia para aeronaves menores recursos de automação que antes estavam mais associados a modelos de maior porte.
Outra frente de transformação é a eletrificação. Lopes citou projetos de aeronaves totalmente elétricas voltadas principalmente a deslocamentos regionais e trajetos de menor distância.
Um dos exemplos apresentados foi um modelo da Beta Technologies com velocidade próxima de 250 km/h e autonomia de até 700 quilômetros.
“Além de ser ecologicamente correto, ele é mais barato”, afirmou.
Na avaliação de Lopes, a redução dos custos operacionais pode abrir espaço para novas ligações regionais, inclusive entre aeroportos e cidades próximas de grandes centros.
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Siga o Times | CNBCA tecnologia também começa a ser avaliada no mercado brasileiro, com empresas do setor acompanhando processos de certificação e estudando o uso dessas aeronaves em operações locais.
A inovação não se limita à aviação executiva. Lopes também destacou os esforços da indústria para ampliar a autonomia dos aviões comerciais e reduzir a necessidade de conexões em viagens de longa distância.
Ele citou testes envolvendo aeronaves de longo alcance para rotas entre a Austrália e grandes destinos internacionais.
“Voos longos, que você sempre tem que parar em algum lugar, têm aquele estresse de aeroporto de novo. A ideia é você ir de uma vez no avião e estar no outro lugar”, disse.
Segundo Lopes, a ampliação da autonomia deve vir acompanhada de mudanças na experiência a bordo, especialmente diante de viagens que podem superar 20 horas.
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A indústria também trabalha para recuperar velocidades superiores às dos atuais aviões comerciais.
Lopes citou o projeto Overture, da Boom Supersonic, desenvolvido para voar a cerca de Mach 1,7, velocidade significativamente superior à dos jatos comerciais atuais.
“A gente espera que até 2030 tenha esses aviões voando por aí”, afirmou.
Um dos principais desafios, segundo ele, é reduzir os efeitos do chamado boom supersônico, que historicamente restringiu operações sobre áreas habitadas.
Para Lopes, a combinação entre automação, eletrificação, autonomia e aumento de velocidade mostra que a indústria vive um novo ciclo de desenvolvimento tecnológico, tanto na aviação executiva quanto na comercial.
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