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CEO da Microsoft, Satya Nadella, depõe no julgamento de Musk contra Altman

Publicado 11/05/2026 • 14:06 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, prestou depoimento no julgamento de Musk contra Altman.
  • Elon Musk incluiu a Microsoft como ré em seu processo contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman.
  • Musk acusa a Microsoft de auxiliar e instigar a suposta violação da confiança fiduciária da OpenAI, uma organização beneficente.

Krisztian Bocsi / Bloomberg / Imagens Getty

O CEO da Microsoft, Satya Nadella

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, prestou depoimento nesta segunda-feira (11) no julgamento Musk v. Altman, em um tribunal federal em Oakland, na Califórnia.

Vestindo terno azul-marinho com gravata azul, Nadella iniciou seu testemunho respondendo a perguntas sobre seu papel na Microsoft e os primeiros dias da parceria estratégica da empresa com a OpenAI.

Em 2024, Elon Musk processou a OpenAI, seu CEO, Sam Altman, e seu presidente, Greg Brockman, alegando que eles descumpriram a promessa de preservar a estrutura sem fins lucrativos da empresa de inteligência artificial e de seguir sua missão beneficente.

Leia também: Julgamento da OpenAI revela suposta oferta de Elon Musk a Sam Altman

A Microsoft é citada como ré na ação, já que Musk acusa a companhia de auxiliar e incentivar a suposta violação do dever fiduciário de natureza filantrópica por parte da OpenAI.

A Microsoft é uma das principais financiadoras da OpenAI desde 2019, anos antes de a empresa ganhar projeção com o lançamento do chatbot ChatGPT no fim de 2022. Os investimentos da Microsoft na OpenAI, que somam mais de US$ 13 bilhões, incluindo US$ 1 bilhão em 2019, US$ 2 bilhões em 2021 e US$ 10 bilhões em 2023, foram mencionados repetidamente ao longo do julgamento.

Musk, que depôs no fim do mês passado, afirmou que o aporte de US$ 10 bilhões da Microsoft foi o ponto decisivo que o levou a acreditar que a OpenAI estava violando sua missão como organização sem fins lucrativos. Segundo ele, a dimensão do investimento o incomodou e o levou a iniciar uma investigação jurídica sobre a OpenAI.

“Eu estava preocupado que eles estivessem realmente tentando se apropriar da instituição beneficente”, disse Musk em depoimento.

Musk cofundou a OpenAI ao lado de Altman, Brockman e outros executivos e pesquisadores em 2015. Após uma série de divergências sobre os rumos da empresa, incluindo uma tentativa frustrada de integrá-la à sua montadora, a Tesla, Musk deixou o conselho da OpenAI em 2018. Posteriormente, lançou a startup concorrente de inteligência artificial xAI, que fundiu com a SpaceX no início deste ano.

Nos meses seguintes à saída de Musk, a OpenAI criou uma subsidiária com fins lucrativos, o que permitiu à empresa captar recursos externos com mais facilidade. Desde então, investidores — incluindo a Microsoft — injetaram bilhões de dólares na divisão com fins lucrativos, e a avaliação da companhia ultrapassou US$ 850 bilhões.

Em outubro, a OpenAI concluiu uma recapitalização que consolidou sua estrutura como organização sem fins lucrativos com participação acionária em seu braço com fins lucrativos. Como parte do anúncio, a Microsoft informou deter cerca de 27% da unidade com fins lucrativos da OpenAI, participação avaliada em aproximadamente US$ 135 bilhões.

Nos últimos meses, a relação entre OpenAI e Microsoft tem dado sinais de tensão, ainda que ambas as empresas continuem a descrevê-la como estratégica e central para seus negócios. No fim do mês passado, no mesmo dia em que teve início a seleção do júri no caso Musk v. Altman, as companhias anunciaram um acordo de parceria reformulado, que permite à OpenAI limitar os pagamentos de compartilhamento de receita e atender clientes por meio de qualquer provedor de nuvem.

Em comunicado, a OpenAI afirmou que o acordo buscava “simplificar nossa parceria e a forma como trabalhamos juntos”.

Musk declarou que não é totalmente contrário à existência de um braço com fins lucrativos na OpenAI, mas afirmou que ele se tornou “o rabo abanando o cachorro”. Ele acusou repetidamente Altman e Brockman de se beneficiarem financeiramente de uma instituição beneficente, ao mesmo tempo em que colhem as associações positivas ligadas à liderança de uma organização sem fins lucrativos.

“A Microsoft tem suas próprias motivações, e elas seriam diferentes das motivações da instituição beneficente”, disse Musk em depoimento. “Com todo o respeito à Microsoft, você realmente quer a Microsoft controlando a superinteligência digital?”

Em um depoimento em vídeo exibido no tribunal na semana passada, a ex-diretora da OpenAI Tasha McCauley relembrou uma conversa com Nadella e outros membros do conselho após a decisão, em 2023, de destituir Altman do cargo de CEO da OpenAI.

“Pelo que me recordo, Satya queria restaurar as coisas ao que eram antes”, afirmou McCauley. Segundo ela, os membros do conselho não consideraram essa a decisão correta.

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