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O que explica a explosão de investimentos em chips, data centers e energia para I.A.
Publicado 25/05/2026 • 10:04 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 25/05/2026 • 10:04 | Atualizado há 52 minutos
KEY POINTS
Foto: Magnific
O que explica a explosão de investimentos em chips data centers e energia para IA
A corrida global pela inteligência artificial começou a movimentar cifras cada vez maiores entre as gigantes da tecnologia, fabricantes de chips e empresas de infraestrutura digital. O avanço acelerado da I.A. aumentou a demanda por data centers, capacidade energética e processadores mais potentes, impulsionando uma onda de investimentos bilionários no setor.
O movimento ganhou força após novas projeções apresentadas pela Nvidia. Durante a divulgação de resultados da empresa, o CEO Jensen Huang afirmou que os investimentos globais em I.A. podem alcançar US$ 4 trilhões nos próximos anos.
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De acordo com o CEO, os investimentos feitos pelas grandes empresas de tecnologia já giram em torno de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5 trilhões à cotação atual) e continuam crescendo rapidamente.
O executivo citou principalmente companhias de grande escala, como a Alphabet e Amazon, responsáveis por grandes estruturas de computação em nuvem e inteligência artificial, segundo a CNBC.
A diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, reforçou que analistas já projetam investimentos superiores a US$ 1 trilhão em infraestrutura de hiperescala até 2027. Além disso, ela afirmou que os gastos anuais com IA podem atingir entre US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões até o final desta década (aproximadamente R$ 15 trilhões e R$ 20 trilhões).
Segundo a executiva, a expansão acontece porque a inteligência artificial começou a avançar para diversos setores da economia, aumentando a necessidade de servidores, chips, energia e armazenamento de dados.
O avanço da computação em nuvem também aparece como um dos principais motores desse crescimento. As maiores empresas do setor divulgaram resultados acima das expectativas nos últimos balanços trimestrais.
A Alphabet registrou um crescimento de 63% em receitas ligadas à nuvem. Já a AWS, parte de computação da Amazon, avançou em 28%. Enquanto isso, a Microsoft apresentou uma alta de 40%.
Esse aumento de receitas é visto com otimismo pela Nvidia, que lidera o mercado global de chips voltados para inteligência artificial.
Ainda de acordo com Jensen Huang, o planeta ainda está no início da transformação tecnológica. Segundo ele, “o mundo tem um bilhão de usuários – usuários humanos. A minha impressão é que o mundo terá bilhões de agentes… e cada um desses agentes dará origem a subagentes.”
Apesar da forte estimativa da Nvidia, parte do mercado financeiro segue com mais cautelosa quanto aos valores. Uma análise da Needham aponta que o consenso atual de Wall Street prevê investimentos de US$ 1,03 trilhão em infraestrutura de grande escala até 2028.
O valor representa apenas uma parte da projeção apresentada por Huang para os anos seguintes. Alguns analistas já acreditam que os investimentos chegarão a US$ 1 trilhão até o fim do próximo ano, mas ainda enxergam uma distância considerável entre os números atuais e as estimativas mais agressivas da Nvidia.

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Mesmo com o avanço dos investimentos, economistas e instituições financeiras ainda discutem se a inteligência artificial conseguirá gerar retorno suficiente para sustentar esse ritmo no longo prazo.
Em novembro, o JPMorgan Chase estimou que um retorno de 10% sobre os investimentos em IA até 2030 exigiria cerca de US$ 650 bilhões em receita anual recorrente.
Segundo o banco, o valor seria equivalente a 0,58 ponto percentual do PIB global. O estudo também comparou essa necessidade a uma cobrança mensal de US$ 34,72 para cada usuário atual de iPhone ou US$ 180 por assinante da Netflix.
Para título de comparação, a receita global de serviços em nuvem somou US$ 455 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em abril, segundo dados do Synergy Research Group. Dessa forma, o mercado ainda estuda como será o retorno financeiro da I.A. em meio à necessidade global da tecnologia.
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