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Expansão dos data centers abre caminho para crescimento da energia limpa no Brasil
Publicado 24/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 53 minutos
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KEY POINTS
Foto: Unsplash
Brasil pode aproveitar avanço dos data centers para expandir a energia limpa no país entenda
O avanço da inteligência artificial no mundo também acompanha a necessidade de data centers e infraestrutura adequada. Hoje, a inteligência artificial depende de sistemas de resfriamento e de estruturas específicas para operar, mesmo com o papel essencial que ocupa em diferentes setores.
Além disso, o alto consumo energético desses sistemas também pesa na conta das gigantes do setor. Pensando nisso, energias limpas e sustentáveis aparecem como um grande negócio, inclusive no Brasil.
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No Brasil, a procura por energia mais sustentável pode representar uma oportunidade real de acelerar a transição energética do país. Nesse cenário, o Brasil pode aproveitar a alta demanda do setor, segundo Tatiana Cymbalista, advogada especializada em carbono e sustentabilidade.
De acordo com ela, “data centers necessitam de uma quantidade intensa de energia, aumentando muito o consumo de energia de um determinado local. Assim, ao menos em princípio, eles podem ser um catalisador de investimentos de energia limpa, ao garantir a demanda que justifica tais investimentos e permite que eles sejam sustentáveis em curto, médio e longo prazo.”
A especialista também destaca um fator ligado à origem da energia consumida por essas estruturas. Segundo ela, esse tipo de exigência tende a crescer entre as próprias empresas contratantes.
Segundo ela, “essa demanda pode ser especificamente importante para fontes de energia limpa porque os grandes usuários estão cada vez mais sensíveis à pegada de carbono associada à energia que consomem, porque esse carbono contamina também a sua produção. Nesse mesmo sentido, os compradores desse serviço (de data centers) exigirão padrões mais rígidos e mais limpos de produção de energia para esses data centers, favorecendo aqueles que se alimentam de fontes de energia limpa.”
Apesar do potencial, Tatiana aponta um obstáculo importante para essa expansão no Brasil, que envolve a distância entre onde a energia é produzida e onde ela é consumida.
De acordo com a especialista, “o principal desafio é a distância entre a produção da energia e o seu consumo. O tipo de consumo dos data centers pressupõe, ao menos em princípio, proximidade com a fonte produtora da energia, porque o seu consumo de energia é imediato e muito variável.”
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Siga o Times | CNBCA advogada ainda explica que essa questão fica ainda mais clara ao observar como a geração e o consumo de energia estão distribuídos hoje pelo país.
“Atualmente, temos a geração de energia mais concentrada nas regiões Norte e Nordeste e o consumo mais próximo dos grandes centros do Sudeste. Isso traz desafios, sobretudo de transmissão”, disse Tatiana Cymbalista.
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Além da distância geográfica, a especialista chama atenção para a variação no consumo de energia ao longo do dia, algo que pode pressionar ainda mais o sistema elétrico.
De acordo com ela, “a variação do volume de energia consumida ao longo do dia precisa de cuidados, porque, se for muito intensa, pode gerar excesso de demanda em determinados horários de pico de consumo e testar a resiliência do sistema.”
“É curioso que possamos ter um cenário em que convivam questões de curtailment (redução compulsória da geração de energia por determinação do operador do sistema) e de escassez de energia, pela intensificação do consumo em grandes centros urbanos, combinada com a demanda extra dos data centers”, finalizou a advogada.
Dessa forma, a necessidade de novos data centers e a expansão para outros países podem ser um negócio interessante para que o Brasil possa expandir o mercado de energia limpa.
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