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Google acelera corrida por infraestrutura de IA e busca reduzir dependência da Nvidia

Publicado 21/05/2026 • 13:20 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Google anunciou parceria bilionária com a Blackstone para expandir chips próprios e infraestrutura voltada à inteligência artificial.
  • Kenneth Corrêa afirma que Big Techs disputam controle da infraestrutura da IA para reduzir dependência da Nvidia.
  • Mercado começa a pressionar empresas por retorno financeiro sobre investimentos bilionários em inteligência artificial e data centers.

A disputa global pela infraestrutura da inteligência artificial entrou em uma nova fase, com as grandes empresas de tecnologia tentando controlar toda a cadeia de processamento e reduzir a dependência da Nvidia, avalia Kenneth Corrêa, especialista em inteligência artificial, tecnologias emergentes e professor da FGV. Segundo ele, a joint venture anunciada pelo Google com a Blackstone, com investimento inicial de US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões), reforça a corrida global por chips próprios, data centers e capacidade computacional.

Na avaliação do especialista, que participou nesta quinta-feira (21) do Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, boa parte dos investimentos bilionários das Big Techs está concentrada justamente na infraestrutura necessária para sustentar o avanço da IA. “Claramente, boa parte do investimento é trabalhada na parte de baixo, de infraestrutura, que possibilita que toda essa revolução da inteligência artificial aconteça”, afirmou ao comparar o atual momento da IA à lógica de “vender pás e picaretas” durante corridas do ouro históricas.

Segundo Kenneth Corrêa, o Google possui vantagem estratégica relevante por controlar diferentes camadas do ecossistema de inteligência artificial, desde infraestrutura até produtos voltados ao consumidor final. “O Google tem o controle da cadeia toda”, destacou ao explicar o movimento de verticalização da companhia com o avanço dos chips TPUs.

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O professor lembrou ainda que o Google participa do desenvolvimento da inteligência artificial há muitos anos e esteve diretamente envolvido na criação da arquitetura Transformer, base tecnológica dos atuais modelos generativos. “O Google não chegou agora na brincadeira da IA”, ressaltou.

Disputa por chips

A nova geração de chips voltados especificamente para inteligência artificial marca uma terceira fase da evolução dos processadores, explicou Kenneth Corrêa, ao comentar a diferença entre CPUs, GPUs e TPUs. Segundo ele, as TPUs representam uma arquitetura desenhada diretamente para cargas de IA.

A gente entra agora num terceiro momento, onde são os microchips desenvolvidos especificamente para inteligência artificial”, afirmou.

De acordo com o especialista, o Google não está sozinho nessa disputa e outras gigantes também tentam reduzir a dependência da Nvidia. “Apple, Meta e Amazon também estão fazendo investimentos próprios em processadores e infraestrutura”, destacou.

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Na avaliação dele, a Nvidia ainda mantém posição extremamente forte no mercado, impulsionada pelos resultados financeiros recentes da companhia. “Existe muito dinheiro para ser ganho aí”, observou ao comentar a receita trimestral de US$ 78 bilhões (R$ 392,3 bilhões) divulgada pela fabricante de chips.

Pressão por retorno

O mercado financeiro passou a pressionar as empresas de tecnologia por resultados concretos e retorno sobre os investimentos em inteligência artificial, afirmou Kenneth Corrêa, ao comentar a evolução recente do setor. Segundo ele, 2026 tende a marcar uma mudança importante no foco das empresas.

2026 é o ano do ROI, do retorno sobre o investimento”, afirmou ao explicar que investidores passaram a cobrar monetização mais rápida de produtos e iniciativas ligadas à IA.

O especialista destacou que o capital está menos paciente do que em ciclos tecnológicos anteriores, como os da Amazon e do Uber. “O retorno entre o espaço de tempo em que eu invisto e o momento em que eu recebo retorno ficou muito mais curto”, observou.

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Segundo ele, apesar da velocidade das mudanças tecnológicas, investimentos em data centers continuam apresentando risco relativamente controlado. “Mesmo uma geração anterior de data center continua extremamente eficiente para inferência e processamento do dia a dia”, explicou.

Anthropic ganha força

Kenneth Corrêa também comentou a disputa entre Anthropic e OpenAI, que podem realizar IPOs nos próximos meses. Na avaliação dele, a Anthropic vem apresentando maior consistência na entrega de produtos finais para os usuários.

A Anthropic tem se mostrado mais consistente no que entrega e apresenta para o consumidor final”, afirmou ao comparar o desempenho das empresas no mercado de IA generativa.

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Segundo o professor, os modelos das duas companhias permanecem altamente competitivos, mas a Anthropic avançou mais na construção da experiência final de uso. “Quando a gente fala sobre a carcaça do produto, a Anthropic está muito mais bem-sucedida”, destacou.

Na avaliação de Kenneth Corrêa, caso os IPOs aconteçam no curto prazo, a Anthropic tende a chegar ao mercado em posição mais favorável. “Se esse IPO acontecer nas próximas semanas, eu colocaria minhas fichas na Anthropic à frente da OpenAI”, concluiu.

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