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Google investe US$ 468 milhões em startup de fusão nuclear; veja o plano da empresa
Publicado 07/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 07/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O Google anunciou, nesta terça-feira (7), um novo investimento na área de energia ao participar de uma rodada de financiamento de € 411 milhões, o equivalente a cerca de US$ 468 milhões, destinada à startup alemã Proxima Fusion.
O aporte faz parte da estratégia da empresa de apoiar o desenvolvimento da fusão nuclear, tecnologia vista como uma alternativa para produzir eletricidade limpa em larga escala.
Com os recursos, a companhia pretende acelerar a construção da primeira usina comercial de fusão da Europa, segundo a CNBC.
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A Proxima Fusion trabalha com uma tecnologia que busca reproduzir o mesmo processo responsável por gerar energia no interior das estrelas.
Na fusão nuclear, núcleos de hidrogênio se unem para formar hélio, liberando uma grande quantidade de energia durante a reação.
Apesar do potencial para fornecer eletricidade sem emissões de carbono e com alta capacidade de produção, a tecnologia ainda enfrenta desafios científicos e de engenharia.
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Atualmente, todas as usinas nucleares em operação utilizam a fissão nuclear, processo diferente que consiste na divisão de átomos.
Segundo a empresa, o novo investimento reforça a confiança de investidores na possibilidade de transformar a fusão em uma fonte comercial de energia nos próximos anos.
A startup pretende colocar em funcionamento um demonstrador de fusão no início da década de 2030. O equipamento servirá como etapa de validação antes da construção da primeira usina comercial da empresa, prevista para o fim da mesma década.
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Para alcançar esse objetivo, a Proxima pretende ampliar a fabricação de cabos e ímãs supercondutores de alta temperatura, componentes considerados essenciais para o funcionamento da tecnologia. A empresa também informou que expandirá suas equipes de engenharia, manufatura e operações.
O projeto da Proxima é baseado no chamado stellarator, um tipo de reator projetado para manter o plasma estável durante o processo de fusão nuclear.
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Siga o Times | CNBCEssa é uma das principais alternativas estudadas atualmente para tornar a geração de energia por fusão viável em escala comercial.
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A empresa acredita que esse modelo pode oferecer maior estabilidade operacional, embora ainda sejam necessários avanços técnicos antes da aplicação em usinas comerciais.
Além do apoio financeiro, o investimento do Google também representa um reforço para a disputa tecnológica entre Europa, Estados Unidos e China pelo desenvolvimento da primeira geração de usinas comerciais de fusão.
A rodada foi liderada pelos fundos XTX Ventures e East X Ventures. Também participaram como investidores estratégicos a RWE e o Google, além de outras empresas de capital de risco.
Segundo a Proxima, o financiamento permitirá fortalecer a indústria europeia de tecnologia energética e acelerar o desenvolvimento do projeto.
Mesmo com o novo aporte, a Proxima ainda está atrás das principais empresas americanas do setor em volume de investimentos recebidos.
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A Commonwealth Fusion Systems acumula cerca de US$ 2,9 bilhões em financiamentos, enquanto a Helion Energy já levantou aproximadamente US$ 1,5 bilhão.
O Google também investe na Commonwealth Fusion Systems e mantém um acordo para comprar energia da empresa quando sua primeira usina comercial entrar em operação.
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Ao comentar sua estratégia para o setor, o Google já afirmou que a fusão nuclear tem potencial para fornecer energia limpa, abundante e segura, mas reconhece que transformar essa tecnologia em uma solução comercial continua sendo um dos maiores desafios da indústria energética.
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