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Ford combina I.A e experiência de veteranos após falhas em sistemas automatizados; entenda a estratégia

Publicado 02/07/2026 • 08:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Ford decidiu mudar sua estratégia para melhorar a qualidade de seus veículos após constatar que a inteligência artificial, sozinha, não era capaz de resolver problemas recorrentes.
  • Como parte da reformulação iniciada em 2023, a Ford contratou, promoveu ou recontratou cerca de 350 especialistas técnicos.
  • De acordo com a montadora, muitos problemas de qualidade surgiam justamente na integração entre áreas como engenharia, software, hardware, manufatura e cadeia de suprimentos.
Ford combina I.A e experiência humana após falhas em sistemas automatizados

Foto: Unsplash

Ford combina I.A e experiência humana após falhas em sistemas automatizados

A Ford decidiu mudar sua estratégia para melhorar a qualidade de seus veículos após constatar que a inteligência artificial, sozinha, não era capaz de resolver problemas recorrentes.

Depois de enfrentar um alto número de recalls nos últimos anos, a montadora passou a combinar ferramentas de I.A. com a experiência de engenheiros veteranos, que voltaram a desempenhar um papel importante no desenvolvimento dos automóveis.

Segundo o Businesse Insider, essa nova abordagem já apresenta os primeiros resultados positivos, unindo tecnologia e conhecimento técnico para identificar falhas antes que os veículos cheguem aos consumidores.

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Engenheiros experientes voltam ao centro da estratégia da Ford

Como parte da reformulação iniciada em 2023, a Ford contratou, promoveu ou recontratou cerca de 350 especialistas técnicos. Esses profissionais passaram a liderar revisões de projetos, orientar equipes mais jovens e colaborar no aprimoramento das ferramentas de inteligência artificial usadas no controle de qualidade.

Charles Poon, vice-presidente de engenharia de hardware de veículos da Ford, afirmou que a empresa superestimou a capacidade da I.A de solucionar problemas complexos sem o apoio da experiência humana.

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Segundo o executivo, a inteligência artificial depende da qualidade das informações utilizadas em seu treinamento. A empresa acreditava que bastava alimentar os sistemas com requisitos de engenharia para obter produtos de alta qualidade, mas essa expectativa não se confirmou.

Além disso, Poon reconheceu que a Ford não preservou adequadamente o conhecimento acumulado por engenheiros experientes. Muitos deixaram a empresa antes que sua expertise fosse incorporada aos sistemas internos, reduzindo a eficiência das ferramentas automatizadas.

Nova abordagem da Ford aposta na prevenção de falhas

De acordo com a montadora, muitos problemas de qualidade surgiam justamente na integração entre áreas como engenharia, software, hardware, manufatura e cadeia de suprimentos.

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Por isso, a empresa deixou de adotar apenas uma estratégia de corrigir defeitos depois que eles apareciam e passou a investir na prevenção. Os especialistas técnicos agora realizam revisões obrigatórias dos projetos para identificar possíveis falhas antes mesmo do início da produção.

Ao mesmo tempo, a Ford criou uma equipe dedicada a integrar diferentes áreas da empresa e continua investindo em inteligência artificial.

Em 2024, lançou as ferramentas AiTriz e MAIVs, desenvolvidas para verificar se os veículos foram montados corretamente antes de deixarem a fábrica. A empresa, no entanto, não informou se os engenheiros contratados participaram diretamente do desenvolvimento dessas soluções.

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Melhora na qualidade, mas recalls ainda preocupam

Os primeiros resultados da nova estratégia já começam a aparecer. No estudo mais recente de qualidade inicial da JD Power, a Ford foi eleita a marca de mercado de massa com melhor desempenho, após ocupar a 15ª posição há apenas três anos.

Apesar do avanço, a montadora ainda enfrenta os reflexos de projetos desenvolvidos entre 2013 e 2020. Em 2025, a empresa realizou 152 recalls e, em 2026, já havia emitido 51 campanhas até a divulgação dos dados.

Segundo a Ford, esses números representam um “indicador tardio”, enquanto os modelos mais recentes mostram sinais de melhora.

Ainda assim, como o estudo da JD Power avalia apenas os primeiros meses de uso dos veículos da Ford, ainda será preciso acompanhar seu desempenho ao longo do tempo para confirmar a eficácia da nova estratégia.

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