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EXCLUSIVO CNBC: Procurador-geral da Califórnia diz que acordo em ação contra Paramount-WBD exigiria ‘medidas estruturais robustas’

Publicado 20/08/2026 • 19:36 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse acreditar que a ação apresentada por ele e por outros estados para tentar bloquear a fusão da Paramount Skydance com a Warner Bros. Discovery é um caso antitruste “preto no branco”.
  • Bonta afirmou que o principal argumento dos estados é a preocupação com os setores de cinema e TV por assinatura diante da combinação proposta.
  • Bonta disse a David Faber, da CNBC, que os estados estariam dispostos a manter conversas com a Paramount fora dos tribunais.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse a David Faber, da CNBC, nesta quinta-feira (20), que o grupo de estados que entrou na Justiça para bloquear a proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance exigiria “medidas estruturais robustas” para chegar a um acordo no processo antitruste.

“[A Paramount] queria falar sobre tudo, menos sobre o que este caso realmente trata. Eles querem falar sobre o mercado de streaming, que não alegamos em nossa ação. Querem falar sobre a CNN, que não é o foco da nossa ação. Querem falar sobre os reguladores estrangeiros. Nós queremos falar sobre os três mercados que estabelecemos em nossa ação, nos quais acreditamos que há violação antitruste”, disse Bonta.

Bonta e procuradores-gerais de outros 11 estados apresentaram uma ação em julho para tentar bloquear a fusão. O grupo também inclui Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington. No processo, os estados concentram seus argumentos no tamanho da companhia resultante da combinação e no fato de que ela controlaria quase um terço dos filmes e quase um terço da programação básica da TV a cabo.

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A Paramount, que inicialmente pretendia concluir o negócio até 30 de setembro, concordou em adiar a proposta de aquisição da WBD para, no máximo, junho de 2027. Um julgamento sobre o caso está previsto para março.

Há ampla especulação sobre a possibilidade de Paramount e os estados iniciarem negociações para um acordo, evitando o julgamento de março.

“Eu diria que sentar à mesa sempre esteve sobre a mesa. E, se [o CEO David] Ellison e a Paramount quiserem sentar à mesa de boa-fé e conversar, nós também queremos conversar. Estamos dispostos a ter essa conversa”, disse Bonta. “Preferimos resolver os casos na sala de reuniões em vez de no tribunal, mas, por enquanto, estamos levando nosso caso adiante e, sabe, espero que eles possam se concentrar nas alegações que realmente fazemos em nossa ação.”

Bonta afirmou que não é segredo que a Paramount quer que os estados considerem um acordo.

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Se as duas empresas forem combinadas, o negócio reunirá os famosos estúdios de cinema Warner Bros. e Paramount, além de um amplo portfólio de redes de televisão, incluindo a rede aberta CBS, da Paramount, e canais de TV por assinatura como MTV e BET, com CNN, Discovery e outros canais da WBD. A operação também reunirá as plataformas de streaming Paramount+ e HBO Max.

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Se o mercado está encolhendo ou crescendo é realmente irrelevante”, disse Bonta nesta quinta-feira, em resposta ao argumento de que a base de assinantes de TV paga vem diminuindo devido ao avanço do streaming.

Bonta afirmou que uma Paramount-WBD combinada criaria uma “concentração de mercado presumivelmente ilegal” nos mercados de cinema e televisão identificados pelo grupo de procuradores-gerais no processo.

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“Nós somos aqueles que analisaram isso sob uma perspectiva direta da lei e dos fatos, na economia americana, sob a legislação americana, sob a Seção 7 da Lei Clayton, que se aplica aqui como legislação antitruste”, disse Bonta. “[A lei está] em vigor há mais de um século. E este é simplesmente um caso antitruste direto, básico, preto no branco, sem complicações.”

A Lei Antitruste Clayton tem mais de 100 anos e proíbe fusões e aquisições anticompetitivas.

A Paramount classificou anteriormente a ação dos estados como uma “representação equivocada da concorrência na indústria do entretenimento atualmente” e afirmou que pretende “defender vigorosamente a transação e demonstrar que esse questionamento é incompatível com uma política de concorrência sólida e com as realidades competitivas do mercado de mídia”.

O principal advogado da Paramount no julgamento, Jeffrey Kessler, disse anteriormente à CNBC que a empresa “acredita firmemente” na combinação das duas companhias e está preparada para levar a questão à Suprema Corte caso enfrente um bloqueio prolongado para concluir o negócio.

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Durante a teleconferência de resultados da Paramount em agosto, Ellison afirmou estar “confiante” de que o acordo será concluído.

Um porta-voz da Paramount não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Bonta nesta quinta-feira.

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