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Por André Amadeus
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Publicado 29/05/2026 • 23:00 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação FIFA
Copa do Mundo 2026 será o maior experimento de IA do esporte até hoje?
A Copa do Mundo da FIFA 2026 ainda nem começou, mas já se transformou em um dos maiores laboratórios de inteligência artificial do esporte mundial.
Em parceria com a Lenovo, a FIFA apresentou uma série de tecnologias baseadas em I.A que prometem mudar desde a arbitragem até a análise tática e a experiência dos torcedores durante os jogos.
De acordo com a FIFA, o anúncio aconteceu durante o Lenovo Tech World 2026, realizado na CES, em Las Vegas, e, além disso, reforça um movimento cada vez mais claro no futebol: o jogo deixou de depender apenas do talento dentro de campo e, agora, passou a incorporar dados, automação e inteligência computacional em praticamente todas as áreas da competição.
Além disso, a edição de 2026 já nasce histórica por si só. O torneio terá 48 seleções, 104 partidas e será disputado em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Nesse cenário, a FIFA quer transformar a competição também em uma vitrine global de inovação tecnológica.
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Entre as novidades anunciadas, o principal destaque ficou para o Football AI Pro, um assistente de inteligência artificial generativa criado para atender todas as seleções participantes da Copa do Mundo de 2026.
A ferramenta analisa centenas de milhões de dados de futebol organizados pela FIFA e, assim, entrega relatórios em texto, vídeo, gráficos e visualizações em 3D.
Além disso, o sistema também funciona em diversos idiomas e, por conseguinte, permite que as equipes façam consultas específicas antes e depois das partidas.
A proposta chama atenção porque tenta reduzir uma diferença histórica no futebol de elite. Atualmente, seleções com maior investimento conseguem montar departamentos avançados de análise de desempenho, enquanto equipes menores operam com menos estrutura tecnológica.
Com o Football AI Pro, a FIFA afirma que todas as 48 seleções terão acesso ao mesmo nível de análise tática e estatística durante o torneio. Dessa forma, a entidade tenta equilibrar parte da disputa fora das quatro linhas.
Ao comentar a novidade, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a ferramenta ajudará a democratizar o acesso aos dados e ampliar o uso da inteligência artificial no futebol profissional.
Outra tecnologia apresentada envolve a criação de avatares 3D dos jogadores. Antes da competição, os atletas passarão por um escaneamento corporal digital que leva cerca de um segundo e captura medidas extremamente precisas.
Esses modelos virtuais alimentarão o sistema semiautomático de impedimento utilizado pelo VAR. Segundo a FIFA, a tecnologia permitirá rastrear jogadores com mais precisão mesmo em lances rápidos ou com obstruções visuais.
Além da arbitragem, a novidade também terá impacto direto na transmissão. Os torcedores poderão visualizar as decisões de impedimento por meio de reconstruções em 3D mais detalhadas e realistas.
A FIFA já realizou testes da ferramenta na FIFA Intercontinental Cup do ano passado, incluindo partidas com atletas do CR Flamengo e do Pyramids FC.
A entidade também apresentou uma atualização do Referee View, sistema que exibe imagens captadas pela câmera do árbitro durante as partidas.
Agora, a tecnologia utilizará estabilização baseada em inteligência artificial para reduzir tremores e desfoques causados pela movimentação intensa dentro de campo. Com isso, a FIFA quer entregar uma experiência mais imersiva para quem acompanha os jogos pela televisão ou plataformas digitais.
Segundo a entidade, a ideia é aproximar o público da visão do árbitro e aumentar a compreensão das decisões tomadas durante a partida.
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Durante a apresentação, Gianni Infantino classificou a Copa do Mundo de 2026 como “o maior espetáculo da Terra” e afirmou que bilhões de pessoas acompanharão o torneio ao redor do mundo.
Já o CEO da Lenovo, Yuanqing Yang, disse que a competição será a Copa do Mundo “mais avançada tecnologicamente da história”.
A declaração ajuda a explicar o posicionamento da FIFA nos últimos anos. A entidade acelerou investimentos em transformação digital e passou a tratar a inteligência artificial como parte estratégica do futuro do futebol.
Mais do que testar ferramentas isoladas, a FIFA quer construir um ecossistema conectado por I.A. Isso inclui arbitragem, análise tática, produção de conteúdo, experiência do torcedor e até processamento de dados em tempo real durante a Copa do Mundo 2026.
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