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Fim do monopólio? Copa do mundo de 2026 marca nova era nas transmissões esportivas
Publicado 03/07/2026 • 13:30 | Atualizado há 2 semanas
Publicado 03/07/2026 • 13:30 | Atualizado há 2 semanas
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Foto: Instagram
Fim do monopólio Copa do mundo de 2026 marca nova era nas transmissões esportivas
A Copa do Mundo de 2026 envolve disputas e jogos de alto nível. Fora isso, as seleções se preparam por quase quatro anos para disputar o maior campeonato de futebol do mundo. Entretanto, além da competitividade esportiva, o Mundial da FIFA também guarda um fator importante nos bastidores.
O campeonato é um dos poucos eventos esportivos que reúne tantas pessoas em frente à televisão ou aparelhos eletrônicos. Com base nisso, emissoras tradicionais como Globo e SBT disputam frente a frente com a nova era das transmissões: canais digitais via internet.
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Entre 11 de junho e 24 de junho, a Copa do Mundo registrou 54 partidas e alcançou 141 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Ibope compartilhados com o Estadão.
Com isso, a Globo liderou o alcance de público e chegou a 82% dos espectadores por meio da TV aberta. Além disso, o SporTV, canal fechado da emissora, alcançou 15% e o GE TV registrou 5%. Apesar da liderança, os números ficaram abaixo dos registrados na Copa de 2022, quando a emissora alcançou 98% na TV aberta e 22% na TV por assinatura.
Ao mesmo tempo, os concorrentes ganharam espaço no cenário. O SBT alcançou 43% do público, enquanto a CazéTV chegou a 44%. Já a N Sports registrou 8% de alcance durante o mesmo período.
O cenário atual desta edição mostra a diferença em relação à Copa passada. Em 2022, o SBT não possuía direitos de transmissão do torneio e a N Sports ainda não estava inserida no mercado.
Por outro lado, a CazéTV ampliou sua presença e passou a ter acesso a uma parte importante da competição. Esse movimento fortaleceu o modelo de distribuição em diferentes plataformas e reduziu a concentração que existia em edições anteriores.
Na Copa do Mundo no Qatar, a Cazé TV ainda caminhava para ocupar a posição atual. Entretanto, há quatro anos, o canal digital já mostrava força no mercado de transmissões esportivas.
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A divisão da audiência também influencia a próxima negociação dos direitos de transmissão. A FIFA ainda não definiu quem transmitirá a Copa do Mundo de 2030. Atualmente, a Livemode controla os direitos de 2026 e sublicenciou partidas para SBT e N Sports.
Já a Globo tenta reforçar sua relevância por meio dos números de audiência e da força da TV aberta no Brasil. Para a entidade, dois fatores possuem peso importante. O primeiro envolve os valores pagos pelos direitos de transmissão. O segundo está ligado ao alcance de público, que ajuda a atrair patrocinadores e aumentar receitas comerciais.
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A edição de 2026 confirma uma transformação importante no setor de transmissão. Embora a Globo continue líder em audiência, novas plataformas ampliaram participação e conquistaram espaço relevante junto ao público.
Dessa forma, a Copa do Mundo deixa de depender de uma única emissora e abre uma nova fase nas transmissões esportivas. Agora o mercado acompanha os resultados finais do torneio, enquanto a disputa pelos direitos da Copa de 2030 já movimenta os bastidores da mídia esportiva.
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