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Entenda por que a UEFA decidiu suspender ameaça de boicote à Fifa
Publicado 29/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
Entenda por que a UEFA decidiu suspender ameaça de boicote à Fifa
A UEFA decidiu suspender a ameaça de boicote às competições da Fifa depois de receber garantias formais de que a entidade não voltará a apresentar propostas semelhantes ao plano de venda de participações na Copa do Mundo.
O acordo foi construído em negociações reservadas entre as duas organizações nas últimas semanas e permite que as seleções europeias participem da Copa do Mundo Feminina Sub-20, que será disputada na Polônia a partir de setembro.
De acordo com o The Guardian, o conflito começou após a Fifa apresentar a chamada Fifa Forward Enterprise, iniciativa associada ao presidente Gianni Infantino, que previa uma estrutura de venda de participações comerciais relacionadas à Copa do Mundo.
Leia também: Uefa aumenta pressão sobre Infantino e articula oposição antes da eleição da Fifa
A proposta provocou forte reação entre dirigentes europeus. A UEFA considerou que uma operação desse tipo poderia alterar a forma como o futebol internacional é administrado e passou a exigir garantias de que medidas semelhantes não seriam novamente colocadas em discussão.
Mesmo depois da retirada do projeto, a entidade europeia manteve a pressão. Para a UEFA, não bastava abandonar a proposta. Era necessário assegurar que uma iniciativa semelhante não voltaria a ser apresentada no futuro.
A mudança ocorreu depois de negociações privadas entre representantes da UEFA e da Fifa. A entidade máxima do futebol mundial apresentou por escrito garantias consideradas suficientes pelos europeus.
O compromisso estabelece que não haverá uma repetição do modelo que provocou a crise. A promessa foi enviada em correspondência privada e resolveu a principal condição apresentada pela UEFA para interromper o boicote.
Leia também: Crise na FIFA: UEFA, CONCACAF e AFC pedem saída de Gianni Infantino
A Fifa havia retirado a proposta poucos dias depois de anunciá-la, mas naquele momento não havia incluído publicamente uma garantia contra novas tentativas. Foi justamente essa lacuna que manteve o conflito aberto.
Com o entendimento, as equipes europeias poderão disputar normalmente a Copa do Mundo Feminina Sub-20 na Polônia. A Inglaterra já havia anunciado sua convocação e agora poderá viajar para o torneio. A equipe estreia contra o Canadá em 5 de setembro.
França e Espanha também divulgaram suas listas de convocadas. Portugal, Itália e a seleção polonesa, anfitriã da competição, completam a relação de representantes europeus.
A participação das jovens jogadoras era um dos principais pontos de preocupação durante a disputa. A suspensão da ameaça evita que atletas e competições de categorias de base sejam diretamente afetados pelo conflito entre as entidades.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Crise na FIFA: em comunicado conjunto, UEFA, Concacaf e AFC pressionam Infantino; Conmebol não se manifesta
Apesar do acordo, a UEFA ainda não havia anunciado publicamente o encerramento do boicote nesta quarta-feira. A decisão deverá avançar durante reuniões previstas para quinta-feira, em Monte Carlo. O comitê executivo da UEFA e os dirigentes das associações nacionais discutirão o tema antes do sorteio da Liga dos Campeões.
Os 55 presidentes das federações filiadas à UEFA também participarão dos encontros. A expectativa é que a questão seja formalmente encaminhada nesse período.
O entendimento com a Fifa não significa uma mudança na posição da UEFA em relação a Gianni Infantino.
A entidade europeia continua defendendo a saída do dirigente da presidência da Fifa. Outras medidas relacionadas à gestão da organização também devem ser discutidas nas reuniões desta semana.
Leia também: Uefa mantém ameaça de boicote à Fifa; Conmebol critica ações unilaterais da entidade
A Federação Italiana de Futebol aumentou a pressão ao anunciar que deixou de apoiar publicamente Infantino. A entidade afirmou que a decisão está relacionada às recentes iniciativas do presidente da Fifa sobre a governança e o desenvolvimento das competições internacionais.
A suspensão da ameaça representa uma trégua entre UEFA e Fifa, mas não encerra a disputa política dentro do futebol internacional.
O principal ponto de acordo foi encontrado na garantia de que propostas semelhantes à operação planejada não serão novamente colocadas em discussão. Com isso, as seleções europeias poderão manter sua participação nos torneios da Fifa enquanto a discussão sobre o futuro da entidade continua.
Leia também: Uefa ameaça levar Infantino à Justiça e manda preservar provas sobre plano da Fifa
Para as competições de base, o resultado imediato é evitar que a disputa entre dirigentes chegue aos gramados. Para a Fifa, porém, o episódio amplia a pressão sobre a administração de Infantino e mostra o peso da oposição europeia às decisões tomadas pela atual direção.
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