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Bitcoin e criptos entram em fase mais madura; veja o que está mudando no setor

Publicado 22/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • Os resultados financeiros mais recentes do setor indicam que as empresas estão cada vez mais focadas em construir negócios capazes de gerar receita de forma consistente, mesmo em períodos de menor atividade nas negociações.
  • Os resultados do primeiro trimestre mostram que o setor continua influenciado pelos movimentos do mercado, mas também revelam uma mudança de postura.
  • Embora o Bitcoin continue sendo a principal referência do setor, as empresas buscam receitas mais previsíveis, expansão para novos segmentos e modelos de negócio capazes de sustentar o crescimento no longo prazo.
Bitcoin e criptos entram em fase mais madura; veja o que está mudando no setor

Foto: Unsplash

Bitcoin e criptos entram em fase mais madura; veja o que está mudando no setor

Após anos marcados por forte especulação e oscilações de preços, impulsionadas principalmente pelo Bitcoin, o mercado de criptomoedas começa a mostrar sinais de amadurecimento.

Os resultados financeiros mais recentes do setor indicam que as empresas estão cada vez mais focadas em construir negócios capazes de gerar receita de forma consistente, mesmo em períodos de menor atividade nas negociações, de acordo com a CNBC.

Nesse contexto, Bitcoin e criptomoedas entram em uma fase mais madura. Nos últimos meses, os preços do bitcoin e do ether recuaram.

Ao mesmo tempo, as incertezas econômicas aumentaram a cautela dos investidores. Como resultado, o volume de negociações diminuiu e os resultados de diversas empresas do setor ficaram sob pressão.

Como resposta, corretoras e plataformas financeiras aceleraram estratégias de diversificação para diminuir a dependência dos ciclos de alta e baixa do mercado.

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Novas fontes de receita

A Robinhood registrou queda de 47% na receita com negociações de criptomoedas no primeiro trimestre. Em contrapartida, os contratos de eventos ganharam força e impulsionaram a receita do segmento em 320% na comparação anual, alcançando US$ 147 milhões.

A Coinbase também apresentou resultados abaixo das expectativas, mas registrou crescimento em áreas como derivativos de criptomoedas, contratos de eventos e commodities tokenizadas. Os derivativos, por exemplo, avançaram 169% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a diretora financeira da empresa, Alesia Haas, a ampliação dos produtos negociados ajuda a reduzir a volatilidade dos resultados e acompanha as mudanças no comportamento dos investidores.

Expansão além do Bitcoin e das criptomoedas

A Gemini vem ampliando sua atuação para mercados de previsão, derivativos e ações, além de investir em infraestrutura própria.

Já a Kraken anunciou a compra da Equiniti por US$ 4,2 bilhões. A operação está entre as maiores já realizadas no setor de criptomoedas.

Com o negócio, a empresa busca ampliar sua atuação e se posicionar como uma fornecedora de infraestrutura para os mercados de capitais, indo além do papel tradicional de exchange.

A Circle também busca diversificar sua atuação. Além da stablecoin USDC, a empresa destacou o Arc, plataforma voltada para uma economia impulsionada por inteligência artificial, como uma de suas principais apostas de crescimento.

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Estratégias mais disciplinadas

A mudança também alcançou as empresas de tesouraria cripto. A Strategy, de Michael Saylor, abandonou a ideia de nunca vender bitcoins e passou a defender uma gestão mais ativa de seus ativos após reportar um prejuízo líquido de US$ 12,5 bilhões com a queda da criptomoeda.

A SharpLink seguiu caminho semelhante ao anunciar uma parceria com a Galaxy Digital para administrar parte de seu capital por meio de estratégias on-chain com gestão ativa.

Os resultados do primeiro trimestre mostram que o setor continua influenciado pelos movimentos do mercado, mas também revelam uma mudança de postura.

Embora o Bitcoin continue sendo a principal referência do setor, as empresas buscam receitas mais previsíveis, expansão para novos segmentos e modelos de negócio capazes de sustentar o crescimento no longo prazo.

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