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Ibovespa avança 2% em linha com exterior após desbloqueio de Ormuz e queda do barril de petróleo
Publicado 20/05/2026 • 17:07 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 20/05/2026 • 17:07 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Reprodução/Canva
O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (20) em alta de 2,01%, aos 177.691 pontos, numa movimento de recuperação após a queda expressiva da véspera. O índice acompanhou os mercados globais,que avançaram com a notícia de que a Guarda Revolucionária do Irã liberou a passagem de 26 navios através do Estreito de Ormuz.
Entre as embarcações, estavam petroleiras, porta-contêineres e outros navios comerciais. Antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, cerca de 70 navios passavam diariamente pelo estreito. Com o início do conflito, houve uma redução de 95% neste fluxo.
A notícia fez com que o preço do barril de petróleo despencasse mais de 6%, o que aumentou o otimismo e a procura por ativos de risco, explica Bruno Cotrim, economista da corretora Elliot. “Em meio a esse movimento, a Bolsa foi renovando máximas sucessivas ao longo do dia”, ele diz.
Para Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, o otimismo observado na bolsa de valores e a apreciação do real refletem, sobretudo, uma melhora do ambiente externo, associada à retomada de parte do capital estrangeiro que havia deixado o país nos últimos dias.
Para ele, os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã que ocorreram hoje, contribuíram para a redução dos temores relacionados à oferta global de energia. Mas, para ele, episódios semelhantes de distensionamento já foram observados no passado recente, então ele recomenda cautela.
Pastorello acrescentou que os efeitos estruturais da alta da commodity já começam a se refletir nos chamados indicadores defasados, como o IPCA no Brasil e o CPI nos Estados Unidos. “A elevação dos preços é uma realidade global e tende a manter os bancos centrais sob pressão na condução da política monetária, o que limita o potencial de valorização dos ativos de maior risco no curto prazo”, concluiu.
Já o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, afirmou que o movimento do dia teve perfil mais técnico do que estrutural. “Hoje foi muito mais um dia de recalcular riscos, corrigir rotas”, disse. Segundo ele, a recuperação ocorreu após perdas recentes da bolsa brasileira e da desvalorização do real.
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