Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ibovespa B3 renova recorde durante o dia, mas fecha em leve baixa
Publicado 27/11/2025 • 18:13 | Atualizado há 5 meses
Jim Cramer recomenda comprar ações da Tesla após fala de Elon Musk em teleconferência
Nike corta 1.400 postos de trabalho em segunda rodada de demissões neste ano
Meta demitirá 10% da força de trabalho para investir mais em inteligência artificial
Trading arriscado de ‘ações memes’ volta ao mercado após mudança regulatória nos EUA
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido
Publicado 27/11/2025 • 18:13 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O Ibovespa B3 abriu o dia renovando recordes: às 10h24, o índice marcou 158.845,06 pontos, superando a máxima de quarta-feira (26) e registrando a nova máxima intradiária histórica.
Apesar do impulso inicial, a força perdeu tração ao longo do pregão, em meio à liquidez reduzida pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, e o índice acabou encerrando em leve baixa de 0,12%, aos 158.359,76 pontos, permanecendo muito próximo dos níveis recordes atingidos nesta semana.
Entre as ações, o pregão foi marcado por forte volatilidade em papéis específicos, com OIBR3 disparando 90%, cotada a R$ 0,19, enquanto OIBR4 avançou 13,86%, a R$ 2,30.
Também se destacaram CLSC3, com alta de 9,67%, e BHIA3, que subiu 9,60%, em um dia de movimentos concentrados e sem fluxo estrangeiro relevante devido ao feriado nos EUA.
No câmbio, o dólar avançou 0,32%, negociado a R$ 5,352 na venda, após oscilar entre a mínima de R$ 5,329 e a máxima de R$ 5,359. A moeda começou o dia com viés de baixa, mas acompanhou um leve fortalecimento global ante pares fortes e alguns emergentes.
A pressão sobre o real, porém, foi parcialmente limitada pela alta do petróleo e do minério de ferro.
Nos juros futuros, os DIs ficaram próximos aos ajustes anteriores, com o mercado monitorando os dados do Caged e aguardando falas de Gabriel Galípolo e Diogo Guillen ao longo da tarde. O DI 26/11 fechou em 14,90%, enquanto o Índice DI atingiu 53.569,99 pontos.
Nos indicadores econômicos, o IGP-M subiu 0,27% em novembro, após queda de 0,36% em outubro. A confiança de serviços avançou 1,2 ponto, para 90,1, enquanto o índice de confiança do comércio subiu 3,7 pontos, na terceira alta consecutiva, para 89,9, segundo a FGV.
Leia mais:
Ata do Banco Central Europeu impacta movimento das bolsas; entenda
Situação Rússia-Ucrânia e Opep+ mexem com preços do petróleo
O noticiário do dia também adicionou cautela aos mercados. A China suspendeu a importação de 69 mil toneladas de soja brasileira e bloqueou temporariamente compras de cinco processadoras após encontrar trigo com revestimento químico tóxico no navio Shine Ruby.
No campo policial, a megaoperação Poço de Lobato cumpriu mandados em seis estados e no DF contra alvos ligados à Refit, suspeita de um esquema que teria causado prejuízo fiscal de R$ 26 bilhões.
No setor corporativo, a Tim anunciou a compra de 100% da V8 Consulting por R$ 140 milhões, com possibilidade de earn-out adicional de mesmo valor em até seis anos.
Em dia de liquidez reduzida pelo feriado de Ação de Graças nos EUA, o mercado brasileiro operou praticamente de lado, cenário que já era esperado. “O feriado esvazia muito o mercado local, então Bolsa e câmbio passaram o dia na estabilidade”, afirmou Fábio Guarda, CEO de Asset da Galapagos Capital.
Segundo ele, os indicadores divulgados nesta quinta-feira reforçaram a leitura de atividade mais fraca. “O Caged veio abaixo do esperado, o IGP-M bem tranquilo, e isso poderia ter animado a curva de juros”, disse. Guarda destacou, porém, que nem mesmo as falas do diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, tiveram impacto: “Ele deu um downplay nas informações de curto prazo, disse que é preciso esperar, e a curva de juros ficou parada”.
O executivo avaliou que o feriado norte-americano também traz uma desaceleração saudável após semanas mais voláteis. “O feriado dá uma acalmada nos mercados. Muita gente tira risco para passar o fim de semana tranquilo com a família, e isso reduz a volatilidade”, observou.
Guarda também comentou a percepção de que as bolsas dos EUA estão caras em relação a outros mercados. “Os preços estão esticados, com P/E de 25 e as Mag7 ainda mais esticadas. Para justificar isso, muita coisa da revolução de IA precisa se materializar”, afirmou.
Ele disse que o relativo favorece oportunidades fora dos EUA: “Tem histórias boas na Europa, no Japão, no sul e leste asiático e até aqui na América Latina, onde os P/Es ainda estão muito baratos”.
Sobre o movimento crescente de diversificação internacional e via ETFs, ele afirmou que o investidor brasileiro está mais curioso. “O brasileiro sempre começa pelos EUA, mas há outras praças. E os ETFs ganharam liquidez, variedade e acesso fácil e barato”, disse. Já em relação aos próximos dias, Guarda vê tendência positiva caso não haja novos choques: “Entrando em dezembro, fica mais próxima a materialização do corte de juros americano. Se não tiver soluço, o trend é positivo para o Brasil”.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Justiça acata pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo e dono da “Choquei”
3
Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção
4
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões
5
Sauer: conheça a marca brasileira usada por Meryl Streep na estreia de ‘O Diabo Veste Prada 2’