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Brasileiros ampliam investimentos nos EUA em busca de proteção e renda
Publicado 05/08/2026 • 19:54 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 05/08/2026 • 19:54 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A busca por proteção patrimonial e maior diversificação tem levado cada vez mais brasileiros a ampliar os investimentos nos Estados Unidos, avalia Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (5), ele afirmou que o mercado norte-americano oferece oportunidades para diferentes perfis de investidores e ajuda a reduzir riscos em períodos de incerteza econômica e geopolítica.
Segundo Bassani, além da exposição ao dólar, o investidor brasileiro passou a enxergar o mercado americano como uma forma de diversificar a carteira e acessar ativos de empresas líderes em diversos setores.
“Existe, sim, um movimento de flight to quality. O brasileiro entendeu que deixar 100% do patrimônio em ativos denominados em real pode não ser a melhor decisão. Quando ele olha para o mercado americano, encontra um verdadeiro universo de oportunidades”, afirmou.
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O economista destacou que os juros mais elevados nos Estados Unidos também contribuíram para esse movimento.
“Hoje o investidor encontra ativos dolarizados pagando algo entre 3,5% e 3,75% ao ano. Isso desperta interesse, especialmente quando combinado com a possibilidade de investir em grandes empresas listadas na Nasdaq e na NYSE”, disse.
Para Bassani, a procura por ativos nos Estados Unidos tende a aumentar sempre que o cenário internacional se torna mais turbulento.
Segundo ele, o dólar continua sendo o principal ativo de proteção em momentos de tensão geopolítica, função que exerce desde a consolidação do sistema monetário internacional após os acordos de Bretton Woods.
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Siga o Times | CNBC“Quando surgem conflitos ou pressões econômicas, o investidor naturalmente busca proteção no dólar. Os Estados Unidos construíram uma credibilidade histórica que faz com que muitos investidores enxerguem seus ativos como porto seguro”, afirmou.
Apesar disso, o economista ressalta que o investidor deve compreender as diferenças entre os mercados brasileiro e americano.
“Nos Estados Unidos, o prêmio de risco é muito menor do que no Brasil. Aqui os juros são mais elevados justamente porque o risco também é maior. Por isso, muitos investidores mantêm uma posição relevante no mercado brasileiro, mas começam a destinar parte do patrimônio ao mercado americano”, explicou.
Ao comentar os principais erros de quem inicia investimentos no exterior, Bassani afirmou que o maior equívoco é concentrar excessivamente os recursos em um único tipo de ativo. “O importante é não colocar todos os ovos na mesma cesta. Diversificar continua sendo uma das principais formas de reduzir riscos”, afirmou.
Ele também destacou que a alocação deve respeitar o perfil de cada investidor. “Um investidor conservador não deve dolarizar todo o patrimônio em ações apenas porque está investindo nos Estados Unidos. É fundamental entender o próprio perfil de risco e contar com orientação especializada para construir uma carteira adequada”, disse.
Segundo Bassani, o mercado americano oferece alternativas para diferentes estratégias, desde títulos de renda fixa até ETFs que permitem investir em setores específicos, como tecnologia, inteligência artificial, commodities e varejo.
“Os ETFs facilitam bastante a entrada de quem está começando. Eles permitem acessar diferentes segmentos da economia americana de forma diversificada e com maior praticidade”, concluiu.
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