CNBC

CNBCTrump liga para CEO da Nvidia durante evento All-in Summit e diz que robôs não dominarão o mundo

Investimentos

Fernanda Rocha: Crise institucional aumenta tensão; veja como proteger os investimentos

Publicado 14/09/2026 • 20:38 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O investidor não deve montar sua estratégia para enfrentar uma crise específica, mas buscar uma carteira capaz de resistir a diferentes períodos de instabilidade.
  • Reserva de emergência e diversificação ajudam a evitar a venda de investimentos de longo prazo em momentos desfavoráveis.
  • Manter parte do patrimônio efetivamente no exterior também permite reduzir a concentração do risco Brasil, segundo Fernanda Rocha.

O investidor não deve preparar sua carteira especificamente para uma crise institucional, mas construir uma estratégia diversificada e resiliente o suficiente para atravessar diferentes tipos de turbulência, afirmou nesta segunda-feira (14) Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Fernanda disse que os desdobramentos do caso Master levantam dúvidas sobre seus possíveis efeitos sobre a confiança no Brasil. Para o investidor, porém, a resposta não deve ser uma mudança precipitada da carteira diante de cada novo episódio de instabilidade.

“Eu acho que o investidor não deve preparar sua carteira para uma crise institucional. Ele deve preparar a sua carteira para crises”, afirmou.

Leia também: Crise no STF já afeta investimentos e pode aprofundar desaceleração

Carteira precisa ter ‘musculatura’

Segundo Fernanda, a estratégia deve permitir que o patrimônio suporte períodos adversos independentemente da origem ou intensidade da crise.

“Ele tem que ter uma carteira diversificada ao ponto de conseguir, independentemente do tipo, do nível e de onde essa crise está vindo, ter uma resiliência, uma musculatura que enfrente essas crises”, explicou.

Para a analista financeira, um dos primeiros pilares dessa proteção é a reserva de emergência. A disponibilidade de recursos líquidos reduz a possibilidade de o investidor precisar vender ativos de longo prazo justamente quando os preços estão desfavoráveis.

Leia também: Falta de previsibilidade trava investimentos e limita crescimento da indústria

“Se você consegue ter uma reserva, uma liquidez, algo que faça você conseguir ter o tempo de passar por essa crise sem precisar desinvestir num momento errado, esse é um dos principais pilares”, destacou.

A diversificação completa essa proteção ao distribuir os efeitos de uma turbulência entre diferentes classes de ativos. Assim, mesmo que uma parcela da carteira seja afetada, outras posições podem sofrer impacto menor, especialmente quando considerada uma estratégia de longo prazo.

Diversificação também deve sair do Brasil

Fernanda chamou atenção ainda para a necessidade de diversificar não apenas os ativos, mas o risco geográfico do patrimônio.

Segundo a analista financeira, um brasileiro que mantém sua renda, previdência, imóveis e investimentos no país fica excessivamente exposto ao mesmo risco. Por isso, uma parcela dos recursos pode ser mantida fora do Brasil e sob outra jurisdição.

Leia também: Crise no STF pode elevar risco jurídico e frear investimentos no Brasil, afirma economista

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

“Não é só colocar o investimento dolarizado ou em outra moeda, mas sim que ele esteja realmente em outro país, num banco que esteja fora do Brasil, seja nos Estados Unidos, na Europa ou em algum outro lugar”, explicou.

A recomendação, segundo Fernanda, é que essa diversificação seja planejada previamente, e não realizada de maneira abrupta quando uma crise já está instalada. “A gente nunca recomenda fazer movimentos bruscos no momento da crise”, ressaltou.

Juros também favorecem dólar

Além da instabilidade institucional, a analista financeira destacou que fatores econômicos podem contribuir para o fortalecimento do dólar. O mercado acompanha nesta semana as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.

Segundo Fernanda, a perspectiva considerada pelo mercado é de aumento de 0,25 ponto percentual nos juros americanos e redução de 0,25 ponto no Brasil. Caso esse movimento se confirme, a diferença de remuneração entre os dois mercados diminuirá.

Leia também: Crise institucional pode elevar juros e afastar investimentos, diz professor da FGV

“O que isso significa na prática? Que nos Estados Unidos vai se pagar mais 0,25, além do que já se paga para ter o dinheiro lá. E aqui vai pagar menos 0,25 para ter o dinheiro aqui”, afirmou.

A analista financeira relacionou esse movimento ao fortalecimento recente do dólar e à desvalorização do real, ressaltando que o câmbio não responde exclusivamente às tensões institucionais.

“Esse enfraquecimento não é só por essa crise institucional, mas também porque a gente vai estar pagando menos para o dinheiro estar aqui e lá vai estar pagando mais”, explicou.

Até 30% do patrimônio no exterior

Ao tratar da parcela destinada à diversificação internacional, Fernanda apontou uma faixa de 10% a 30% do patrimônio investido fora do país, dependendo das características do investidor.

Leia também: Crise institucional ameaça segurança jurídica e pode afastar investimentos, diz Tirso Meirelles, da Faesp

Segundo a analista financeira, a finalidade principal dessa estratégia não é buscar uma vantagem tributária, mas reduzir a exposição ao risco do país onde o investidor já concentra renda e patrimônio. “Eu acho que essa decisão, o recomendado, seria em torno de 10% a 30% do patrimônio do investidor estar alocado fora do risco país onde ele reside”, afirmou.

Para residentes fiscais no Brasil, Fernanda disse que a tributação sobre os rendimentos obtidos no exterior fica em torno de 15%, patamar que considera semelhante ao encontrado em investimentos domésticos.

“Não seria esse o fator decisivo de investir ou não. A gente não pensa nesse detalhe que é o tributo, mas sim na diversificação como uma proteção”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Investimentos