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Estrangeiros já representam 30% do fluxo diário em fundos imobiliários no Brasil
Publicado 17/08/2026 • 19:28 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/08/2026 • 19:28 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O investidor estrangeiro já responde por cerca de 30% do fluxo diário de negociação dos fundos imobiliários no Brasil, apesar de representar apenas aproximadamente 5% da custódia total do mercado. É o que afirmou Potyguara Camargo, presidente da LAREAL.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Camargo disse que a diferença mostra que a indústria brasileira de fundos imobiliários passa por um processo de institucionalização e ainda tem espaço para ampliar a presença do capital internacional.
“Hoje, o estrangeiro representa 30% do fluxo diário. Mas ele ainda é pequeno frente ao tamanho do mercado inteiro. Se olhar para a custódia, a gente está falando em algo em torno de 5% da custódia total do mercado”, afirmou.
Segundo o executivo, o comportamento contrasta com o observado no mercado de ações, onde investidores estrangeiros podem reduzir rapidamente suas posições diante de mudanças nas condições macroeconômicas.
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Camargo afirmou que parte importante do capital internacional que chega aos fundos imobiliários segue estratégias passivas, ligadas à representação do Brasil em índices globais.
Na bolsa, segundo ele, há presença maior de investidores ativos que fazem seleção individual de papéis e ajustam posições de acordo com o ambiente econômico.
“O Ibovespa, por exemplo, tem um perfil muito mais ativo. São investidores que fazem o stock picking para determinar o momento macroeconômico, oportunidades pontuais e, por conta disso, acabam flutuando, comprando e vendendo de acordo com o que se observa na economia”, afirmou.
Nos fundos imobiliários, a dinâmica é diferente.
Segundo Camargo, investidores internacionais levam mais em consideração fatores quantitativos como liquidez, tamanho do mercado e valor de mercado dos fundos.
“Quanto mais o mercado cresce, mais esse investidor vai alocando”, disse.
Para o presidente da LAREAL, esse perfil ajuda a explicar por que os FIIs continuam atraindo recursos estrangeiros mesmo em momentos nos quais o capital externo reduz exposição a ações brasileiras.
Camargo classificou o investimento estrangeiro que entra nesse segmento como capital predominantemente de longo prazo.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, o peso do Brasil em índices globais ligados ao mercado imobiliário ainda é menor do que o tamanho da indústria local justificaria.
Essa defasagem cria, na avaliação do executivo, espaço para aumento gradual da alocação internacional conforme o mercado brasileiro ganha tamanho, liquidez e representação nesses índices.
“Conforme essa indústria vai crescendo, a tendência é que também esse fluxo acabe crescendo”, disse.
Camargo afirmou que o mercado brasileiro de fundos imobiliários tem valor de mercado em torno de US$ 46 bilhões e ocupa a sétima posição mundial em tamanho, atrás apenas de mercados desenvolvidos.
Apesar disso, segundo ele, a presença do Brasil em alguns índices globais ainda está aquém de sua relevância.
“Quando você olha para a composição desses índices, nós ficamos atrás de países como, por exemplo, Filipinas. Então não faz muito sentido”, afirmou.
Na avaliação do presidente da LAREAL, essa diferença ajuda a explicar a entrada contínua de recursos internacionais nos últimos anos.
“É justamente por essa defasagem que o mercado acaba recebendo quase constantemente, nesses últimos anos, um acréscimo de investimento internacional”, disse.
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O mercado brasileiro de fundos imobiliários cresceu inicialmente com forte participação de investidores pessoas físicas, segundo Camargo.
Nos últimos anos, porém, a indústria passou a se adaptar para receber uma parcela maior de investidores institucionais e estrangeiros.
“O mercado brasileiro de fundos imobiliários entendeu que precisava se adequar para receber esse capital estrangeiro”, afirmou.
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