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Ouro e prata caem com expectativa de alta de juros e aversão ao risco global
Publicado 03/06/2026 • 15:19 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/06/2026 • 15:19 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
Os contratos futuros do ouro fecharam em queda nesta quarta-feira (3), recuando para abaixo de US$ 4.500, diante das pressões inflacionárias e da expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões acirradas no Oriente Médio. O mercado também está atento para os dados econômicos a respeito do mercado de trabalho americano. Enquanto o ouro para agosto encerrou em queda de 1,17%, a US$ 4.466,9 por onça-troy, a prata para julho recuou 2,5%, a US$ 73,694 por onça-troy.
Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques na noite de terça-feira (2). Os EUA bombardearam um alvo militar no Estreito de Ormuz em resposta ao Irã, que lançou mísseis contra o Kuwait e o Bahrein. Teerã condenou as ações e afirmou que está realizando ataques de autodefesa. Além disso, a continuidade das ações militares entre Israel e o Hezbollah pesou ainda mais sobre o sentimento. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que é preciso “desmilitarizar o Líbano” para libertar o país do Hezbollah.
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Em meio ao cenário, os preços do petróleo voltaram a avançar, se aproximando de US$ 100 o barril, reacendendo as preocupações com a inflação. Para o Forex.com, uma alta nas tensões geopolíticas e um aumento “ainda maior” no valor da commodity pode fazer com que o ouro recue para a faixa de US$ 4 mil.
Na mesma linha, o TD Securities afirma que o ouro apresenta dificuldades em registrar uma recuperação significativa, com os metais preciosos afetados pela inflação, diante das expectativas do mercado de uma alta nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) até o início de 2027, além das mais novas tarifas propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Nos EUA, o setor privado criou 122 mil empregos em maio, de acordo com dados da ADP. Os números ficaram acima do esperado. Agora, o mercado aguarda o Livro Bege do Fed, que será divulgado ainda nesta quarta, e o relatório oficial de empregos dos EUA, previsto para sexta-feira, dia 5.
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