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Quais são os tipos de títulos públicos? Veja as diferenças
Publicado 07/09/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 07/09/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Canva
Quais são os tipos de títulos públicos Veja as diferenças
Quem busca uma alternativa de renda fixa pode encontrar diferentes tipos de títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto. As opções atendem a objetivos distintos, como proteger o dinheiro da inflação, acompanhar a taxa básica de juros ou saber antecipadamente qual será a rentabilidade.
A escolha depende do prazo do investimento, do objetivo financeiro e da forma como o investidor pretende receber os rendimentos. Os títulos públicos são emitidos pelo Governo Federal para captar recursos. Por meio do Tesouro Direto, pessoas físicas podem comprar esses papéis pela internet, com a intermediação de uma instituição financeira.
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Os títulos públicos são investimentos de renda fixa emitidos pelo Governo Federal. Na prática, o investidor empresta dinheiro ao governo e recebe a remuneração prevista pelas condições do título.
O Tesouro Direto reúne diferentes modalidades. Algumas possuem rendimento definido no momento da compra. Outras acompanham indicadores da economia, como a taxa Selic ou a inflação medida pelo IPCA. Essa diferença é importante porque cada título pode se adequar melhor a uma finalidade.
O Tesouro Prefixado é indicado para quem deseja conhecer a taxa de rentabilidade no momento da aplicação. Nesse tipo de título, a taxa é definida na compra. Se o investidor mantiver o papel até o vencimento, poderá saber antecipadamente quanto receberá, considerando as condições contratadas.
É uma alternativa que pode fazer sentido para quem tem um objetivo com prazo determinado e quer ter maior previsibilidade sobre o rendimento.
Existe também o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais. Nesse caso, o investidor recebe parcelas de juros ao longo do período de aplicação, além do valor principal no vencimento.
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O Tesouro Selic acompanha a variação da taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Por ter sua remuneração vinculada à Selic, esse título pode ser utilizado por investidores que buscam uma aplicação de renda fixa atrelada aos juros básicos do país.
Uma característica importante é a possibilidade de venda antes do vencimento. Nesse caso, o valor recebido pode ser diferente do esperado no início da aplicação, já que os preços dos títulos podem variar de acordo com as condições de mercado.
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Para o Tesouro Selic, existe ainda uma regra específica para a taxa de custódia. Segundo as informações da Caixa, há isenção para valores de até R$ 10 mil em custódia por CPF. Quando o montante ultrapassa esse limite, a cobrança incide somente sobre a parcela que exceder a faixa de isenção.
O Tesouro IPCA+ tem sua rentabilidade vinculada à inflação medida pelo IPCA, acrescida de uma taxa de juros definida no momento da compra.
A combinação faz com que o investidor tenha uma remuneração relacionada à inflação mais uma taxa contratada, desde que mantenha o título até o vencimento.
Esse tipo de investimento costuma ser associado a objetivos de médio e longo prazo, principalmente para quem deseja proteger o poder de compra do dinheiro ao longo dos anos.
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Também existe o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais. Nessa modalidade, o investidor recebe pagamentos de juros periodicamente e recebe o valor principal no vencimento.
A principal diferença está no indicador usado para calcular a rentabilidade e na forma de pagamento dos rendimentos.
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Siga o Times | CNBCO Tesouro Prefixado tem uma taxa definida na contratação. O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros. Já o Tesouro IPCA+ combina a variação da inflação com uma taxa de juros definida no momento da compra.
Também é preciso observar se o título paga juros durante o período ou somente no vencimento.
| Tipo de título | Como funciona | Perfil de objetivo |
|---|---|---|
| Tesouro Prefixado | Taxa definida na compra | Previsibilidade de rentabilidade |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais | Taxa definida na compra e pagamentos periódicos | Busca por recebimentos ao longo do investimento |
| Tesouro Selic | Acompanha a taxa Selic | Renda fixa vinculada aos juros básicos |
| Tesouro IPCA+ | IPCA mais uma taxa contratada | Proteção do poder de compra no longo prazo |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais | IPCA mais juros e pagamentos periódicos | Investimento de longo prazo com recebimentos durante o período |
A venda antecipada merece atenção. Os títulos públicos possuem preços que podem variar antes da data final prevista para o investimento.
Por isso, o valor recebido no resgate antecipado pode ser diferente daquele que seria obtido caso o título fosse mantido até o vencimento.
Essa característica é especialmente importante nos títulos prefixados e nos papéis ligados à inflação, que podem sofrer oscilações de preço conforme as condições do mercado.
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Embora os títulos públicos sejam considerados investimentos de renda fixa, eles não estão livres de riscos. Existe o risco de mercado, relacionado à variação dos preços dos títulos. Também há riscos de liquidez e operacionais.
A própria Caixa destaca que os títulos públicos possuem risco soberano, relacionado à capacidade do governo de cumprir suas obrigações financeiras. Além disso, os títulos do Tesouro Direto não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC.
Os rendimentos dos títulos públicos estão sujeitos ao Imposto de Renda, seguindo uma tabela regressiva. A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias. Depois passa para 20% entre 181 e 360 dias, 17,5% entre 361 e 720 dias e chega a 15% para aplicações superiores a 720 dias.
Também pode haver cobrança de IOF em caso de resgate nos primeiros 29 dias da aplicação. A partir do 30º dia, não há cobrança de IOF sobre o rendimento.
A Caixa informa que não cobra tarifa própria de custódia para os investimentos em Tesouro Direto.
Existe, porém, a taxa de custódia da B3, que é cobrada de acordo com as regras do Tesouro Direto. Para o Tesouro Selic, há isenção até R$ 10 mil em custódia por investidor pessoa física, conforme as condições informadas pela Caixa.
A escolha depende principalmente do objetivo do investimento. Quem busca uma taxa conhecida no momento da aplicação pode avaliar o Tesouro Prefixado. Para quem prefere acompanhar os juros básicos da economia, o Tesouro Selic é uma das alternativas.
Já quem tem um objetivo de longo prazo e deseja considerar a inflação na rentabilidade pode avaliar o Tesouro IPCA+. Também é necessário observar o vencimento e evitar investir em um título cujo prazo não seja compatível com a necessidade de utilização do dinheiro.
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Antes de investir em títulos públicos, o investidor deve considerar seu perfil de risco, seus objetivos e a possibilidade de precisar resgatar o dinheiro antes do vencimento.
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