CNBC
japao

CNBCReservas internacionais do Japão caem recorde de US$ 80 bilhões em agosto

Investimentos

Quais são os tipos de títulos públicos? Veja as diferenças

Publicado 07/09/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Por meio do Tesouro Direto, pessoas físicas podem comprar esses papéis pela internet, com a intermediação de uma instituição financeira.
  • Na prática, o investidor empresta dinheiro ao governo e recebe a remuneração prevista pelas condições do título.
  • Outras acompanham indicadores da economia, como a taxa Selic ou a inflação medida pelo IPCA.

Foto: Canva

Quais são os tipos de títulos públicos Veja as diferenças

Quem busca uma alternativa de renda fixa pode encontrar diferentes tipos de títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto. As opções atendem a objetivos distintos, como proteger o dinheiro da inflação, acompanhar a taxa básica de juros ou saber antecipadamente qual será a rentabilidade.

A escolha depende do prazo do investimento, do objetivo financeiro e da forma como o investidor pretende receber os rendimentos. Os títulos públicos são emitidos pelo Governo Federal para captar recursos. Por meio do Tesouro Direto, pessoas físicas podem comprar esses papéis pela internet, com a intermediação de uma instituição financeira.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Bessent minimiza dívida de US$ 40 trilhões enquanto EUA ampliam recompra de títulos

O que são títulos públicos?

Os títulos públicos são investimentos de renda fixa emitidos pelo Governo Federal. Na prática, o investidor empresta dinheiro ao governo e recebe a remuneração prevista pelas condições do título.

O Tesouro Direto reúne diferentes modalidades. Algumas possuem rendimento definido no momento da compra. Outras acompanham indicadores da economia, como a taxa Selic ou a inflação medida pelo IPCA. Essa diferença é importante porque cada título pode se adequar melhor a uma finalidade.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é indicado para quem deseja conhecer a taxa de rentabilidade no momento da aplicação. Nesse tipo de título, a taxa é definida na compra. Se o investidor mantiver o papel até o vencimento, poderá saber antecipadamente quanto receberá, considerando as condições contratadas.

É uma alternativa que pode fazer sentido para quem tem um objetivo com prazo determinado e quer ter maior previsibilidade sobre o rendimento.

Existe também o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais. Nesse caso, o investidor recebe parcelas de juros ao longo do período de aplicação, além do valor principal no vencimento.

Leia também: Ouro avança com investidores avaliando impactos da recompra de títulos pelo Tesouro dos EUA

Tesouro Selic

O Tesouro Selic acompanha a variação da taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Por ter sua remuneração vinculada à Selic, esse título pode ser utilizado por investidores que buscam uma aplicação de renda fixa atrelada aos juros básicos do país.

Uma característica importante é a possibilidade de venda antes do vencimento. Nesse caso, o valor recebido pode ser diferente do esperado no início da aplicação, já que os preços dos títulos podem variar de acordo com as condições de mercado.

Leia também: LaLiga revela como investimento na base levou Espanha a 23 títulos e R$ 2,8 bilhões

Para o Tesouro Selic, existe ainda uma regra específica para a taxa de custódia. Segundo as informações da Caixa, há isenção para valores de até R$ 10 mil em custódia por CPF. Quando o montante ultrapassa esse limite, a cobrança incide somente sobre a parcela que exceder a faixa de isenção.

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ tem sua rentabilidade vinculada à inflação medida pelo IPCA, acrescida de uma taxa de juros definida no momento da compra.

A combinação faz com que o investidor tenha uma remuneração relacionada à inflação mais uma taxa contratada, desde que mantenha o título até o vencimento.

Esse tipo de investimento costuma ser associado a objetivos de médio e longo prazo, principalmente para quem deseja proteger o poder de compra do dinheiro ao longo dos anos.

Leia também: Dólar cai a R$ 5,18 após ação do Tesouro no mercado de títulos públicos americanos

Também existe o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais. Nessa modalidade, o investidor recebe pagamentos de juros periodicamente e recebe o valor principal no vencimento.

Qual é a diferença entre os títulos?

A principal diferença está no indicador usado para calcular a rentabilidade e na forma de pagamento dos rendimentos.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O Tesouro Prefixado tem uma taxa definida na contratação. O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros. Já o Tesouro IPCA+ combina a variação da inflação com uma taxa de juros definida no momento da compra.

Também é preciso observar se o título paga juros durante o período ou somente no vencimento.

Tipo de título Como funciona Perfil de objetivo
Tesouro Prefixado Taxa definida na compra Previsibilidade de rentabilidade
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais Taxa definida na compra e pagamentos periódicos Busca por recebimentos ao longo do investimento
Tesouro Selic Acompanha a taxa Selic Renda fixa vinculada aos juros básicos
Tesouro IPCA+ IPCA mais uma taxa contratada Proteção do poder de compra no longo prazo
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais IPCA mais juros e pagamentos periódicos Investimento de longo prazo com recebimentos durante o período

E se o investidor vender antes do vencimento?

A venda antecipada merece atenção. Os títulos públicos possuem preços que podem variar antes da data final prevista para o investimento.

Por isso, o valor recebido no resgate antecipado pode ser diferente daquele que seria obtido caso o título fosse mantido até o vencimento.

Essa característica é especialmente importante nos títulos prefixados e nos papéis ligados à inflação, que podem sofrer oscilações de preço conforme as condições do mercado.

Leia também: Ibovespa opera em alta após Tesouro dos EUA aumentar recompra de títulos

Quais são os riscos?

Embora os títulos públicos sejam considerados investimentos de renda fixa, eles não estão livres de riscos. Existe o risco de mercado, relacionado à variação dos preços dos títulos. Também há riscos de liquidez e operacionais.

A própria Caixa destaca que os títulos públicos possuem risco soberano, relacionado à capacidade do governo de cumprir suas obrigações financeiras. Além disso, os títulos do Tesouro Direto não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC.

Como funciona a tributação?

Os rendimentos dos títulos públicos estão sujeitos ao Imposto de Renda, seguindo uma tabela regressiva. A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias. Depois passa para 20% entre 181 e 360 dias, 17,5% entre 361 e 720 dias e chega a 15% para aplicações superiores a 720 dias.

Também pode haver cobrança de IOF em caso de resgate nos primeiros 29 dias da aplicação. A partir do 30º dia, não há cobrança de IOF sobre o rendimento.

Leia também: S&P 500 cai pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos e dos preços do petróleo no mundo

Taxa de custódia

A Caixa informa que não cobra tarifa própria de custódia para os investimentos em Tesouro Direto.

Existe, porém, a taxa de custódia da B3, que é cobrada de acordo com as regras do Tesouro Direto. Para o Tesouro Selic, há isenção até R$ 10 mil em custódia por investidor pessoa física, conforme as condições informadas pela Caixa.

Como escolher entre os títulos

A escolha depende principalmente do objetivo do investimento. Quem busca uma taxa conhecida no momento da aplicação pode avaliar o Tesouro Prefixado. Para quem prefere acompanhar os juros básicos da economia, o Tesouro Selic é uma das alternativas.

Já quem tem um objetivo de longo prazo e deseja considerar a inflação na rentabilidade pode avaliar o Tesouro IPCA+. Também é necessário observar o vencimento e evitar investir em um título cujo prazo não seja compatível com a necessidade de utilização do dinheiro.

Leia também: Ouro fecha em queda com juros de títulos públicos elevados, petróleo em alta e tensão no Oriente Médio

Antes de investir em títulos públicos, o investidor deve considerar seu perfil de risco, seus objetivos e a possibilidade de precisar resgatar o dinheiro antes do vencimento.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Investimentos

Bola histórica de Maradona é vendida por milhões em leilão Quem ainda faz negócios com o Irã? Os países que desafiam a pressão dos EUA Salário mínimo: veja quanto o valor pode subir em 2027 Entenda por que Netflix, Disney+ e Amazon estão aumentando os preços Reforma tributária: 5 mitos sobre o split payment que você precisa conhecer Apple pode lançar iPhone dobrável de US$ 2 mil em setembro; veja o que se sabe Harry e Meghan podem enfrentar armadilha fiscal milionária ao voltar para o Reino Unido Selena Gomez é processada por investidores de startup de saúde mental após aporte de US$ 1,2 milhão Dinheiro pesa no amor: millennials e geração Z evitam parceiros endividados GTA 6 pode se tornar um dos maiores lançamentos da história dos games; entenda por quê