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Acordo Mercosul-UE exige adaptação a padrões ambientais e técnicos

Publicado 05/05/2026 • 19:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A implementação do acordo Mercosul–União Europeia exige adaptação a regras técnicas e padrões de sustentabilidade (ESG), que deixaram de ser opcionais e passaram a ser obrigatórios para exportação ao mercado europeu.
  • A redução de tarifas pode beneficiar setores como frutas, café, calçados e vitivinicultura, além de estimular maior competitividade e melhoria no posicionamento das marcas brasileiras no exterior.
  • O acordo também pode atrair investimentos europeus para o Brasil, impulsionando a instalação de empresas, redução de custos de maquinário e fortalecimento do país como principal destino de capital estrangeiro no Mercosul.

A implementação provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia traz o desafio imediato de adaptação a requisitos técnicos e critérios de sustentabilidade rigorosos. Juan Carlos Gozzer, CEO da LLYC, ressaltou que a redução de tarifas não garante o sucesso comercial sem um ajuste estratégico das companhias locais aos padrões europeus.

“Questões de ESG, que antes eram recomendações, hoje são obrigação para a entrada na União Europeia. O fato de ter isenção de tarifas de importação não significa que automaticamente a venda vá ocorrer; precisa de um trabalho de posicionamento de marca”, disse Gozzer.

Sobre as exigências ambientais, frequentemente vistas como barreiras não tarifárias, o CEO afirmou que o setor produtivo nacional já acumula experiência nesse tipo de adaptação.

Ele destacou que as empresas que avançarem com mais determinação nesse processo tendem a aumentar a competitividade dos produtos brasileiros não apenas no mercado da União Europeia, mas também em outras regiões do mundo. Segundo ele, isso representa uma oportunidade de fortalecer o multilateralismo por meio da exportação de produtos de maior qualidade e com maior rastreabilidade.

“Temos no Brasil 35 produtos de denominação de origem que entrarão nessa lista. Precisamos trabalhar o posicionamento dessas marcas nos mercados europeus para que sejam produtos diferenciados, do mesmo jeito que a União Europeia faz com seus produtos de alto valor agregado”, sugeriu em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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Setores específicos, como o de frutas, já sentem os efeitos positivos da redução de custos, com destaque para a vitivinicultura. “A indústria da uva já teve sua alíquota de exportação zerada desde o primeiro momento. Outros impactos virão para o suco de laranja, abacate e café solúvel. O setor de calçados também notará muito rapidamente esse impacto, o que é uma excelente notícia para a balança comercial”, detalhou.

O executivo também prevê um aumento no investimento produtivo europeu no continente, atraído pela facilitação de maquinário. “É possível que existam companhias europeias que queiram se instalar no Brasil para criar seus próprios blends de café. A própria importação de maquinário industrial vindo da Europa terá redução de impostos, o que impactará o preço e o atrativo de investimentos maiores para o Mercosul”, projetou.

Por fim, o CEO da LLYC afirmou que, embora o Paraguai tenha avançado em termos de segurança jurídica, o Brasil ainda segue como o principal destino para o capital estrangeiro.

Ele destacou que, pelo tamanho do mercado e pelo volume de demanda, o país permanece como o maior atrativo para investimentos. Segundo ele, há uma forte percepção de interesse por parte de produtores europeus de vinhos e azeites, que estariam observando o Brasil como uma prioridade para expansão de seus negócios.

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